Hillary critica direção dos democratas: "Não recebi nada do partido"

Hillary Clinton lançou nesta quarta-feira uma violenta barragem de críticas à direção dos democratas, que disse nada ter feito para apoiar a sua eleição.

"Quando fui nomeada candidata do Partido Democrático não recebi nada do partido", afirmou a candidata derrotada nas presidenciais de 2016 pelo atual presidente republicano Donald Trump.

O partido, segundo Hillary, que falava numa sessão de perguntas e respostas na Califórnia, "estava na bancarrota. À beira da insolvência. A sua base de dados era medíocre, pobre mesmo, era como se não existisse, estava tudo errado". E, em matéria financeira, a candidata democrata garantiu que teve de "injetar dinheiro" no próprio partido. Pelo contrário, a campanha de Trump teve o apoio de uma máquina partidária "bem oleada", uma rede de contactos bem organizada e vasto manancial de fundos, disse Hillary.

A diferença entre as duas estruturas de campanha foi o que, na análise da democrata, acabou por determinar a vitória do republicano. Hillary deixou ainda no ar a sugestão de que houve realmente alguma interferência russa na campanha para a Casa Branca, mas "guiada por americanos".

"Em minha opinião e baseando-me naquilo que foi dito por pessoas dos serviços de informações e de contra-informações, os russos não poderiam ter sabido tão bem como utilizar a informação a que tiveram acesso, se não tivessem sido guiados por americanos". Americanos estes que tinham informações "sobre dados eleitorais e sondagens", concluiu a democrata.

As críticas de Hillary ao partido e à sua direção, o Comité Nacional Democrático, provocaram de imediato reações nas redes sociais, sendo lembrado que a sua presidente na época da campanha, Debbie Wasserman Schultz, foi acusada de tentar prejudicar o senador Bernie Sanders, adversário de Hillary nas primárias do partido. Outros comentários acentuavam o facto de a democrata ter conduzido uma campanha errada e de apesar de ter pela frente um opositor como Trump, não ter sabido convencer o eleitorado americano. Uma terceira linha de comentários procurou justificar as declarações agora feitas na Califórnia com a procura de pretextos para iludir a dimensão e significado da derrota em novembro.

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