Há "uma nova vaga" de empreendedorismo em África

Banco Europeu de Investimento tem focado o seu investimento em África nas áreas das alterações climáticas e da saúde. No ano de 2018 investiu 3,3 milhões de euros no continente.

O representante do Banco Europeu de Investimento (BEI) em Portugal considerou esta sexta-feira que há "uma nova vaga de empreendedorismo em África", defendendo a criação de um ecossistema de capital de risco para desenvolver o continente.

Nos dias 4 e 5 de julho decorreu o EurAfrican Forum, em Carcavelos. Kim Kreilgaard, o representante do BEI em Portugal, explicou que "África tem um grande mercado de capital de risco, o investimento nas 'startups' cresceu nove vezes nos últimos quatro anos, há uma grande nova vaga de empreendedorismo em África, de fundos de capital de risco, e estamos a apostar e a investir na criação de um ecossistema de capital de risco".

Neste sentido, Kreilgaard destacou que no ano de 2018, o banco investiu 3,3 milhões de euros no continente africano, dos quais metade foram direcionados a áreas como as energias renováveis e a agricultura nos países África Subsariana. "Há mais de 40 anos que apoiamos o financiamento do desenvolvimento, apoiámos África com 3,3 mil milhões de euros no ano passado. É uma região importante para a Europa, do ponto de vista estratégico", acrescentando que o BEI está muito orientado para a medição do impacto dos seus investimentos.

"Temos um grande foco na área das mudanças climáticas e medimos o impacto dos projetos antes do seu financiamento e no final, para vermos o resultado", disse, explicando que o BEI "também assume o risco dos investimentos e tem muito dinheiro para apoiar o desenvolvimento dos projetos do ponto de vista técnico, chegando a desenvolver os próprios projetos em conjunto com os promotores".

Outra das áreas onde o BEI tem vindo a apostar é na Saúde, tendo desenvolvido capacidades internas para financiar a pesquisa clínica sobre as doenças negligenciadas, ou seja, aquelas que não são rentáveis para a indústria farmacêutica, e que por isso não recebem financiamento suficiente para transformar a pesquisa em medicamentos. "Estamos a investir na pesquisa clínica, com 300 milhões de euros de capital próprio e participação no risco de pesquisa de medicinas viradas para o tratamento de doenças especificamente africanas e que são esquecidas. Já apoiámos 10 diferentes investimentos", disse Kim Kreilgaard, anunciando que o BEI recebeu 140 pedidos de financiamento nesta área.

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