Há relatos contraditórios sobre o verdadeiro estado de saúde de Trump

Médico principal de Trump indicou, esta tarde, que o presidente está a melhorar de uma ligeira tosse e fadiga; não estando a precisar de apoio para respirar. Não tem febre há mais de 24 horas e os clínicos estão "cautelosamente otimistas". No entanto, fontes próximas do chefe de estado pintam quadro mais negro, referindo que próximas horas serão decisivas.

A meio da tarde deste sábado, o médico da Casa Branca e um dos especialistas que está a seguir o estado de saúde de Donald Trump, Sean Conley, veio dizer que "o presidente está muito bem". Positivo para a covid, o chefe de estado já não apresenta febre há mais de 24 horas e não está a precisar de ajuda para respirar. Mas assim que Conley virou costas, começaram a surgir relatos contraditórios. Um deles atribuído ao próprio chefe de gabinete do presidente.

"Os sinais vitais do presidente nas últimas 24 horas geram muitas preocupações e as próximas 48 horas serão decisivas", terá dito fonte próxima do presidente, citada por um repórter do jornal norte-americano New York Times (NYT), que garantiu ainda que a recuperação de Trump não pode ser já dada como certa.

O mesmo jornalista, Peter Baker, escreveu, no Twitter, que duas fontes diferentes confirmaram que o chefe de estado apresentou dificuldades respiratórias na sexta-feira, um dia depois de Trump e da primeira-dama, Melania Trump, terem recebido o teste de rastreio à covid-19 positivo. De acordo com o artigo do NYT, Trump terá mesmo precisado de ventilação.

Algumas destas declarações foram atribuídas ao chefe de gabinete de Trump, Mark Meadows, que, segundo a agência de notícias norte-americana Associated Press, referiu que o presidente passou por um período "muito preocupante", esta sexta-feira, e que aguardava com expectativa a evolução do seu estado de saúde até segunda. Embora Mark Meadows já tenha vindo a público desmentir esta versão, afirmando que o presidente "estava a ir muito bem", existem imagens e som do própio a pedir aos jornalistas, que colocassem esta informação em off.

Já no primeiro balanço sobre a situação clínica do chefe de estado, questionado pelos jornalistas sobre a hipótese de Trump ter chegado a precisar de ventilação, o médico Sean Conley escolheu não responder. Em vez disso, reafirmou que hoje o presidente não precisou de ventilação. "Quinta-feira não precisou de ventilação, nem está a precisar neste momento", disse.

"Eu e a equipa estamos muito contentes com o progresso que o presidente fez. Na quinta-feira, teve uma tosse ligeira, alguma congestão nasal e fadiga, mas está a melhorar", informou o especialista.

Segundo Sean Conley, atualmente, "todas as funções vitais estão normais". Donald Trump não registou febre nas últimas 24 horas e os médicos até lhe sugeriram que poderia levantar-se e trabalhar um pouco na suíte presidencial do Hospital Militar Walter Reed, nos subúrbios de Washington, equipada para permitir que o presidente mantenha as suas funções oficiais.

"Ele está muito bem, mas com a progressão da doença, entre o sétimo e o décimo dia, estamos muito preocupados com a fase inflamatória, a segunda fase", acrescentou Conley, que disse que a equipa estava "cautelosamente otimista" com o estado de saúde do presidente.

Trump está desde este sábado internado como forma de garantir que recebe toda a assistência necessária.​​ Encontra-se a fazer, há 48 horas, um tratamento experimental à base de anticorpos sintéticos (vitamina D; famotidina, que é tipicamente usada para tratar azia e refluxo ácido; melatonina, auxiliar do sono, e uma aspirina). Ontem à noite, recebeu também a primeira dose do fármaco remdesivir, que deverá continuar a tomar por mais cinco dias. "Demos-lhe algumas destas terapêuticas avançadas mais cedo do que na maioria dos pacientes", admite o clínico responsável pelo presidente.

Ainda durante o boletim clínico, Sean Conley disse que Donald Trump "é muito saudável": "o colesterol está ótimo, a pressão arterial está ótima".

Para o especialista, os únicos motivos de preocupação serão "algum excesso de peso" e o facto de o presidente já ter 74 anos.

Seja como for, Trump parece estar suficientemente bem para continuar a utlilizar a sua rede social preferida, o Twitter, tendo da cama do hospital agradecido à equipa médica que o assiste e garantido que se está a "sentir bem".

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