Há 100 bebés nascidos de barrigas de aluguer retidos na Ucrânia à espera dos pais

Os pais estrangeiros não podem ir buscá-los, devido ao fecho das fronteiras decretado devido à pandemia de covid-19.

Cerca de cem bebés nascidos por gestação de substituição estão retidos na Ucrânia, porque os pais estrangeiros não podem ir buscá-los, devido ao fecho das fronteiras, anunciaram as autoridades ucranianas.

Segundo informações preliminares, "mais de 100 bebés esperam os seus pais em unidades de saúde", disse Liudmila Denisova, com o pelouro dos direitos humanos no Parlamento de Kiev.

Se o confinamento for prolongado, outras crianças vão nascer, "podendo atingir o milhar", antecipa a responsável, baseando-se em estimativas de uma clínica da capital ucraniana especializada em gestão de substituição, que acolhe atualmente 51 bebés de pais estrangeiros, nascidos após o fecho das fronteiras ucranianas, em março.

"O pessoal está a usar câmaras para comunicar com os pais e mostrar-lhes as suas crianças"

"O pessoal está a usar câmaras para comunicar com os pais e mostrar-lhes as suas crianças", adiantou Denisova.

A pandemia de covid-19 impôs aos pais estrangeiros uma autorização especial para entrarem na Ucrânia, passada por Kiev após pedido do país de origem, mas algumas embaixadas estão a recusar fazê-lo.

É o caso da França, onde a gestão de substituição é proibida, segundo divulgou recentemente o diário francês Le Monde.

Há mais e mais pais a procurarem a Ucrânia para recorrerem à gestação de substituição, nomeadamente devido aos baixos preços (em média, 28 mil euros por bebé).

A lei ucraniana autoriza a gestação de substituição apenas para casais heterossexuais e comprovadamente inférteis.

Segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou, globalmente, mais de 297 mil mortos e infetou mais de 4,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, cidade da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num "grande confinamento" que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

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