Guaidó recebeu desertores das forças armadas e de segurança. "E virão mais"

Mais de 160 militares e polícias desertaram da Venezuela e reuniram-se com o autoproclamado presidente interino do país. "Juntos vamos conseguir a liberdade e o resgate da Venezuela", disse Guaidó.

Mais de 160 militares e polícias desertaram da Venezuela e reuniram-se com o autoproclamado presidente interino do país, Juan Guaidó, que se encontra na Colômbia.

Os agentes das forças militares e de segurança, cujos postos não foram revelados, entraram principalmente ao longo da fronteira de Santander e Arauca, junto ao estado venezuelano de Táchira, revela a imprensa venezuelana, maioritariamente anti-Maduro.

Segundo o El Universal e o Diário de Caracas, Juan Guaidó foi encontrar-se com eles para celebrar a sua decisão de deserção e mostrar o seu apoio. Citado pela comunicação social, Guaidó - que é reconhecido por mais de 50 países, como referem os jornais - disse, referindo-se a militares e apoiantes fiéis a Maduro: "Eles queimaram alimentos e medicamentos, são ações imperdoáveis.​ Sabemos que haverá mais companheiros para defender a liberdade."

Dias antes tinha oferecido amnistia aos membros das Forças Armadas que rompessem com Maduro, cuja permanência no poder depende principalmente do apoio militar, aponta a comunicação social.

"Fora a tirania, viva a liberdade, meu comandante-em-chefe", disse um dos oficiais, ao que Guaidó acrescentou: "Fora a tirania, viva a liberdade, viva a honra e viva a pátria."

O líder da oposição venezuelana disse que o número de desertores desta vez foi sem precedentes e depois recebeu um alerta dos oficiais: "E virão mais, meu comandante-em-chefe."

Segundo Guaidó, "os venezuelanos reconhecem a coragem e o espírito patriótico dos mais de 160 soldados e polícias que tomaram [no sábado] o lado da Constituição. Muitos mais vão seguir o exemplo. Juntos vamos conseguir a liberdade e o resgate da Venezuela!"

As primeiras deserções ocorreram no sábado, antes de Guaidó anunciar da Colômbia a saída da ajuda em camiões com alimentos e bens médicos doados pelos Estados Unidos e seus aliados.

Christian Krüger, diretor da autoridade de imigração colombiana, disse que os soldados que chegaram ao país receberam um passe temporário, enquanto é avaliado caso a caso, "quem é a pessoa e que o argumento está a apresentar para a concessão de asilo".

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