Viagens de funcionários públicos restringidas para evitar fuga de corruptos

Governos locais restringem viagens de funcionários públicos ao estrangeiro

O governo do município de Tianjin, no norte da China, pediu a todos os funcionários do setor público, incluindo empresas do Estado, que informem sobre qualquer deslocação além-fronteiras, informou a imprensa local.

Segundo os novos regulamentos, os funcionários podem apenas sair do país uma vez por ano para fins pessoais e por uma estadia máxima de 15 dias.

Até à data, a medida abrangia apenas quadros superiores do setor público.

"Estas restrições visam prevenir a fuga de funcionários corruptos", afirma Zhu Lijia, professor de Gestão Pública na Academia Chinesa de Governação, citado pelo jornal oficial Global Times.

"Além disso, funcionários em instituições públicas são mais propensos a revelar segredos a pessoas de outros países", acrescentou.

Além de Tianjin, outras cidades chinesas aprovaram medidas idênticas.

Em Pequim, quadros superiores do setor público estão também proibidos de viajar para fora do país para fins pessoas, enquanto apenas 20% dos funcionários de escalões inferiores podem fazê-lo.

Citada pelo Global Times, uma professora numa escola primária do município de Chongqing explicou que tem que pedir permissão ao gabinete local da Educação quando solicita um passaporte, e que o documento deve ser entregue à escola após regressar de uma viagem ao estrangeiro.

Estas medidas surgem a poucos meses do XIX Congresso do Partido Comunista Chinês, o mais importante acontecimento da agenda política chinesa, durante o qual se escolherá a liderança da segunda economia mundial durante os próximos cinco anos.

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