Trump aciona lei que permite mobilizar recursos do setor privado

O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que vai invocar uma disposição federal que permite ao Governo mobilizar recursos do setor privado. Cheques com mil dólares (cerca de 900 euros) vão começar a ser distribuídos pelos contribuintes.

Na comunicação ao país, o que faz pelo terceiro dia consecutivo, Trump disse esta quarta-feira que vai assinar a Lei de Produção de Defesa, "para o caso de ser necessária", que permite ao Governo reforçar os seus meios com recurso ao setor privado.

Esta lei, que remonta a 1950, na altura da guerra da Coreia, autoriza o Presidente a tomar medidas extraordinárias para forçar a indústria norte-americana a fornecer equipamento considerado essencial, como ventiladores ou máscaras e luvas protetoras.

Trump também disse que vai aumentar a capacidade de resistência do país e enviará um navio-hospital da Marinha para a cidade de Nova Iorque, que se está a tornar o epicentro de uma pandemia que já abalou a economia dos EUA e do mundo.

O Presidente dos EUA também anunciou que vai fechar a fronteira com o Canadá, "com mútuo consentimento e temporariamente", ficando limitado ao tráfego essencial, não afetando a distribuição de bens comerciais.

Trump disse ainda que uma vacina está a ser testada em humanos, com "grande progresso".

O Presidente repetiu a ideia, já anunciada na terça-feira, de que cheques com mil dólares (cerca de 900 euros) vão começar a ser distribuídos pelos contribuintes, para fazer frente ao impacto económico da pandemia.

A Casa Branca vai pedir ao Congresso para alocar 500 mil milhões de dólares (cerca de 460 mil milhões de euros), em duas tranches, para os pagamentos aos contribuintes, que se iniciará já na próxima semana, bem como mais 300 mil milhões de euros (cerca de 280 mil milhões de euros) para ajudar pequenos negócios, evitando que fiquem sem liquidez.

Estas ajudas fazem parte de um pacote de emergência económica da Casa Branca, com um total de cerca de um bilião de dólares (mais de 900 mil milhões de euros), que engloba ainda apoio às companhias aéreas e aos setores mais afetados, como seja o do turismo.

Trump referiu-se a si mesmo como um "Presidente em tempo de guerra" e mostrou confiança em que os norte-americanos saberão "vencer esta batalha", desvalorizando as críticas da oposição sobre um eventual atraso do rastreio da doença numa fase inicial.

Trump diz que o Governo tem meios suficientes para fazer todos os testes de coronavírus que forem necessários e diz que o sistema está a preparar-se para a propagação da Covid-19, "de forma muito eficaz".

Os Estados Unidos registaram até hoje mais de cinco mil casos de contaminação que provocaram 110 mortos.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 200 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.200 morreram.

Os países mais afetados depois da China são a Itália, com 2.503 mortes para 31.506 casos, o Irão, com 1.135 mortes (17.350 casos), a Espanha, com 558 mortes (13.716 casos) e a França com 175 mortes (7.730 casos).

Face ao avanço da pandemia, vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

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