Governo culpa concessionária, que responde com promessa de reconstruir ponte "em cinco meses"

Queda da Ponte Morandi em Génova fez pelo menos 39 mortos e 12 feridos graves. Procuradoria lançou investigação para saber se houve homicídio por negligência.

O governo de Itália declarou o estado de emergência em Génova por 12 meses e anunciou que vai proceder a uma inspeção às mais de 300 infraestruturas rodoviárias envelhecidas em todo o país, como túneis e pontes, e "fazer intervenções onde forem detetados problemas". Isto já depois de o primeiro-ministro Giuseppe Conte ter apontado o dedo à empresa concessionária da A10, na sequência da queda de parte da ponte e que fez pelo menos 39 mortos e 12 feridos.

"Os responsáveis têm um nome e um sobrenome: Autostrade per L'Italia", declarou o vice-primeiro-ministro Luigi Di Maio, referindo-se à empresa que explora a autoestrada onde se deu o colapso.

A Autostrade per L'Italia - que opera 2855 quilómteros de autoestradas no país através de um contrato de concessão válido por mais 20 anos, integra o grupo italiano Atlantia, especializado em concessões rodoviárias em vários países - diz que cumpriu todas as exigências de segurança. "Os diagnósticos compuseram a base para as obras de manutenção aprovadas pelo Ministério dos Transportes, de acordo com a lei e com os termos do contrato de concessão", afirmou a empresa, num comunicado citado pela Reuters.

A empresa garantiu ainda que está a trabalhar "duro para definir o projeto de reconstrução do viaduto"e que a mesma "demorará cinco meses", Agora, ainda segundo a empresa, a prioridade é "reduzir ao máximo os inconvenientes causados pelo colapso ".

Mas adivinha-se uma dura batalha nos tribunais, depois de a Procuradoria de Génova ter aberto uma investigação ao colapso da Ponte Morandi para averiguar se terá existido crime de homicídio por negligência. Mas o procurador-geral da cidade, Francesco Cozzi, está convicto de que "não foi uma fatalidade, mas sim erro humano".

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