Jean-Marie Le Pen "chocado" com homenagem "homossexual" a polícia morto

"Pareceu-me que havia um equívoco naquela cerimónia e que se estava mais a homenagear o homossexual que o polícia", afirmou o fundador da Frente Nacional

O pai da candidata da extrema-direita à Presidência de França, Jean-Marie Le Pen, disse-se "chocado" com a cerimónia oficial pelo polícia morto no ataque nos Campos Elísios por ter sido uma homenagem "mais ao homossexual que ao polícia".

Na homenagem solene organizada na terça-feira em Paris, que contou com a presença do Presidente, François Hollande, o marido de Xavier Jugelé, morto no ataque da semana passada, fez um discurso emocionado e falou da sua "dor extrema".

"Pareceu-me que havia um equívoco naquela cerimónia e que se estava mais a homenagear o homossexual que o polícia", afirmou Jean-Marie Le Pen, pai de Marine Le Pen e fundador da Frente Nacional, num vídeo divulgado na sua conta no YouTube.

"A participação do cônjuge, o longo discurso que fez, de certa forma institucionalizou o casamento homossexual e de alguma maneira exaltou-o publicamente. E isso, chocou-me um pouco", acrescentou Le Pen, 89 anos.

Questionada sobre estas declarações do pai, Marine Le Pen disse ter achado a cerimónia "muito digna" e ter ficado "muito impressionada com o discurso do companheiro" de Jugelé, Etiènne Cardiles.

"Estou sempre ao lado dos polícias", acrescentou a candidata, que assistiu à cerimónia, tal como o outro candidato à Presidência, Emmanuel Macron.

França aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2013, tornando-se o 14.º país europeu a fazê-lo.

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