FMI considera reforma laboral necessária, mas insuficiente

Para o FMI, o mercado laboral francês "é pouco adaptável à evolução da economia global" e ainda há barreiras à criação de emprego

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que a polémica reforma laboral francesa, que tem suscitado diversos protestos nos últimos meses, constitui "um passo necessário" para corrigir a rigidez do mercado laboral, mas insuficiente.

Num relatório sobre a situação económica em França, o FMI adverte que "apesar de tudo persistem importantes barreiras à criação de emprego".

Segundo o FMI, o mercado laboral francês "é pouco adaptável à evolução da economia global" porque tem uma negociação coletiva demasiado centralizada, processos judiciais longos e incertos em caso de despedimento, um salário mínimo relativamente elevado e um acesso fácil a subsídio de desemprego e outras ajudas sociais.

"A economia francesa está a recuperar, mas são necessários mais esforços para reforçar a criação de emprego e colocar as finanças públicas numa via sustentável", considera o FMI.

As previsões do FMI apontam agora para um crescimento de 1,5% em 2016, uma revisão em alta em relação aos números anteriormente divulgados pela instituição (1,1%).

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