Premium Fascismo nunca mais? Alarmes soam por toda a Europa

Partidos populistas, nacionalistas e de extrema-direita proliferam nos Parlamentos e nos governos da UE. Portugal ainda é exceção. Europeias de 23 a 26 de maio serão momento decisivo.

Jean-Marie Le Pen, Umberto Bossi e Jörg Haider. Estes três nomes concentraram durante muito tempo aquilo que eram as preocupações com a extrema-direita na União Europeia, organização sui generis criada após o fim da II Guerra Mundial. E à qual aderiram muitos países após a queda de ditaduras e do desmantelamento de blocos políticos. "Fascismo nunca mais", gritou-se em muitas ruas da Europa. Da Finlândia a Portugal, passando pela Polónia, Croácia e Roménia, a União Europeia conta hoje com 28 Estados membros.

Entretanto, Le Pen, de 90 anos, foi condenado e multado por negar a existência do Holocausto, período em que o regime fascista e nazi alemão de Hitler matou cerca de seis milhões de judeus. E expulso pela própria filha, Marine, que mudou o nome do partido: Frente Nacional passou a União Nacional. Tanto ele como ela chegaram a eurodeputados e tanto ele como ela passaram a uma segunda volta das presidenciais francesas: o pai em 2002 e a filha em 2017. Ele perdeu para Jacques Chirac, ela para Emmanuel Macron. Da primeira vez houve choque e pavor, da segunda já não era nada de novo.

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