Hóspede que se explodiu na fila do buffet é um dos sete bombistas suicidas

Seis dos atentados foram provocados por bombistas suicidas - dois deles agiram juntos no Hotel Shangri-La. Dois ataques continuam ainda a ser investigados.

Na manhã de domingo de Páscoa, Mohamed Azzam Mohamed segurava um prato na mão e aguardava pacientemente na fila do buffet do pequeno-almoço do Cinnamon Grand Hotel, no centro da cidade de Colombo, no Sri Lanka. O restaurante, chamado The Taprobane, situado no rés-do-chão do hotel de luxo, é conhecido pelos pratos de marisco e pelos faustosos brunches, que atraem as elites da cidade. Estava a ser um fim de semana muito movimentado no hotel e Mohamed era apenas um hóspede como outro qualquer. Tinha feito o check in no dia anterior, dizendo que se encontrava na cidade em negócios.

Quando estava quase na sua vez de se servir, o homem fez-se explodir. "Foi um caos total", contou um dos funcionários do hotel. "Eram 8.30. O restaurante estava cheio, muitas famílias."

Mohamed Azzam Mohamed (nome provavelmente falso, como o endereço que colocou na ficha do hotel) foi um dos sete bombistas suicidas responsáveis pelos ataques a três igrejas e três hotéis no Sri Lanka no domingo de Páscoa.

O perito forense do governo, Ariyananda Welianga, disse à agência de notícias Associated Press que a investigação mostra que estavam envolvidas pelo menos duas pessoas no ataque no hotel Shangri-La. Os restantes bombistas atacaram em Colombo o Santuário de Santo António, os hotéis Cinnamon Grand e Kingsbury, bem como a Igreja de São Sebastião e a Igreja de Sião nas cidades de Negombo e Batticaloa, respetivamente.

As duas explosões que tiveram lugar horas depois numa pousada e perto de um viaduto nos arredores de Colombo ainda estão sob investigação.

Pelo menos 290 pessoas morreram e 500 ficaram feridas nos ataques de domingo no Sri Lanka, segundo um balanço divulgado esta segunda-feira pelas autoridades.

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