"Extremamente perigoso". Furacão Eta atinge a Nicarágua

Tempestade formou-se no fim de semana e rapidamente ganhou força nas águas quentes das Caraíbas, atingindo terra com ventos de 230 quilómetros por hora. É um furacão de categoria 4, na escala que vai até 5.

O furacão Eta, que se formou no fim de semana e ganhou força nas águas quentes das Caraíbas, atingiu a costa norte da Nicarágua, junto à fronteira com as Honduras, com ventos de 230 quilómetros por hora e chuvas fortes que já causaram inundações. O Centro Nacional de Furacões dos EUA diz que é "extremamente perigoso".

O olho do Eta, a 28.ª tempestade com direito a nome e o 12.º furacão num ano recorde no Atlântico, entrou pela costa de Bilwi, disse o diretor de Meteorologia do Instituto da Nicarágua de Estudos Territoriais (Ineter), Marcio Baca, numa conferência de imprensa. É uma tempestade de categoria 4 na escala de Saffir-Simpson (cujo máximo é 5).

O furacão, que evoluiu rapidamente na segunda-feira nas águas quentes das Caraíbas, destruiu os telhados de casas na região empobrecida, onde a população de origem indígena e afrodescendente já estava a sofrer há mais de dez horas os efeitos da tempestade.

"Passámos a noite toda com fortes rajadas de vento, acompanhadas de chuva", disse à AFP o diretor da Radio Caraíbas Kenny Lisby, acrescentando que o Eta causou a queda de árvores e arrancou telhados de Bilwi. "Pode haver muita destruição", alertou. Até o momento não há registo de mortes.

O governo da Nicarágua enviou para a zona um carregamento de 88 toneladas de alimentos, além de tripulações para responder a emergências com linhas de transmissão, comunicações, infraestrutura e saúde.
Dois aviões da Força Aérea transportaram militares e equipamentos médico.

O Centro Nacional de Furacões dos EUA, que designou o Eta de "extremamente perigoso", alertou para "danos catastróficos causados pelo vento" à medida que o furacão entre mais em território da Nicarágua e Honduras. Avisou ainda para o perigo de cheias, prevendo a subida do nível das águas entre quatro e seis metros e meio acima do normal. Com o passar dos dias, o alerta é para o risco de desmoronamentos de terra na região, até ao sul do México.

As previsões passam por uma nova viragem da tempestade para leste, podendo voltar a ganhar força quando regressar às águas quentes das Caraíbas, numa rota com Cuba.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG