Jean-Claude Juncker pede unidade contra extremismo

"Vamos lutar onde vale a pena lutar", disse Juncker, cujo mandato termina em outubro, na abertura de um congresso da Confederação Europeia de Sindicatos em Viena

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, pediu esta terça-feira unidade entre sociais-democratas e democratas-cristãos para travar as formações de extrema-direita nas eleições europeias desta semana.

"Vamos lutar onde vale a pena lutar", disse Juncker, cujo mandato termina em outubro, na abertura de um congresso da Confederação Europeia de Sindicatos em Viena.

"Vale a pena deixar claro, para as próximas décadas e para as eleições europeias que virão, que os sindicalistas, os sociais-democratas e os democratas-cristãos, como outros, se unem como um só homem para repudiar o perigo da extrema-direita", defendeu.

Mais tarde, em declarações à imprensa à margem do encontro, o presidente da Comissão Europeia pediu "a cada eleitor" que coloque a si mesmo a questão: "Se todos votassem como eu, como seria a Europa de amanhã?".

Num congresso dedicado ao tema "um contrato social europeu renovado", Juncker defendeu o seu mandato, afirmando que se afastou das políticas de austeridade e se empenhou em dar mais flexibilidade aos Estados.

Na Grécia, disse, as rígidas políticas de austeridade impostas foram "um erro histórico", apontando como exemplo de mudança no seu mandato a flexibilidade, que permitiram a países como Portugal e Itália lançar medidas expansivas.

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.