EUA pedem ajuda à NATO para combater o ISIS

Norte-americanos querem apoio para monitorizar o espaço aéreo

O secretário-geral da NATO anunciou esta quinta-feira que os Estados Unidos pediram a ajuda da Aliança Atlântica para combater o Estado Islâmico no Médio Oriente, através do Sistema Aéreo de Alerta e Controlo (AWACS, na sigla inglesa - Airborne Warning and Control System). Na prática, trata-se de pedir a colaboração de aviões com radares instalados que monitorizam ameaças e comunicam entre si, tornando-se facilmente "invisíveis" no espaço aéreo, uma vez que podem utilizam os radares das outras aeronaves para identificar os seus alvos.

A NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) não está diretamente envolvida na luta contra o ISIS na Síria e no Iraque, apesar de a coligação liderada pelos Estados Unidos incluir os 28 países aliados. A Turquia, membro da NATO, partilha uma longa fronteira com a Síria e o Iraque.

"Recebemos um pedido dos EUA para fornecer apoio aos esforços da coligação, auxiliando com os aviões de vigilância AWACS, e estamos a analisar esse pedido", disse Jens Stoltenberg, o secretário-geral da NATO, em conferência de imprensa.

Stoltenberg acrescentou ainda que os ministros da Defesa dos países membros irão discutir a solicitação norte-americana numa reunião no início de fevereiro, mas não há qualquer prazo limite para a tomada da decisão.

Os aviões AWACS monitorizam o espaço aéreo num raio de mais de 400 quilómetros e trocam informação com os comandos em terra e no ar.

A NATO já enviou estas aeronaves para a Turquia, para reforçar as defesas de Ancara na fronteira com a Síria, mas desconhece-se para já se estes aviões assumirão a dupla tarefa de combater o grupo extremista islâmico.

Com Reuters

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