Estudante americano libertado por Pyongyang tem danos neurológicos graves

Família não acredita na história divulgada pela Coreia do Norte e diz que o jovem de 22 anos foi "brualizado e aterrorizado"

O estudante norte-americano que foi detido durante 17 meses na Coreia do Norte e ficou em coma durante esse período tem "danos neurológicos graves", informou esta quinta-feira a unidade hospitalar em que se encontra nos EUA.

Otto Warmbier, de 22 anos, está estável e a receber tratamento no University of Cincinnati Medical Center, informou uma porta-voz do hospital.

Otto, que era estudante na universidade da Virgínia, foi "brutalizado e aterrorizado" pelo regime norte-coreano, disse o pai, Fred Warmbier, numa conferência de imprensa, acrescentando que a família não acredita na história divulgada pela Coreia do Norte, que diz que Otto ficou em coma depois de ter contraído botulismo e de lhe ter sido dado um comprimido para dormir.

"Não acreditamos em nada que eles digam", frisou Fred Warmbier.

Otto Warmbier foi condenado em março de 2016 a 15 anos de trabalhos forçados por ter tentado roubar um cartaz com um slogan de propaganda da Coreia do Norte, segundo a imprensa de Pyongyang.

O The New York Times já tinha avançado, citando um oficial do governo norte-americano, que Washington tinha recebido informação dos serviços secretos assegurando que Otto Warmbier tinha sido repetidamente agredido durante o período em que esteve sob custódia do regime norte-coreano.

Fred Warmbier disse, sobre a libertação do filho - que Pyongyang diz ter sido por motivos humanitários - que não acredita que a Coreia do Norte o tenha feito "por bondade".

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