Estado Islâmico anuncia execução de reféns chinês e norueguês

Fotos dos cadáveres foram publicadas na revista do grupo jihadista

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) anunciou hoje ter executado dois reféns, um chinês e um norueguês, dois meses depois de ter pedido resgate para a libertação de ambos.

A revista de língua inglesa do grupo 'jihadista', Dabiq Magazine, publicou fotos de dois cadáveres ensanguentados que pareciam ser do refém chinês Fan Jinghui e do norueguês Ole-Johan Grimsgaard-Oftsad.

Os corpos foram fotografados ao lado de fotos dos reféns vendados, aparentemente tiradas pouco antes da sua execução.

Numa legenda tipo carimbo, colocada em diagonal na página, sobre a foto, lê-se "Executado depois de ser abandonado pelas nações e organizações kafir (infiéis)".

Não ficou claro como é que foram motos, mas as suas cabeças estavam ensanguentadas devido a aparentes ferimentos de bala.

Foi o 12.º número da publicação do EI, um dos muitos braços da máquina mediática da organização 'jihadista' multilingue.

Jinghui e Grimsgaard-Oftsad tinham já aparecido na revista, na edição de setembro, na qual o grupo extremista pedia uma quantia não especificada pela sua libertação.

Nem essa edição nem aquela que foi hoje publicada forneciam pormenores sobre onde e quando os dois homens foram capturados, mantidos presos e mortos.

Jinghui era um consultor de 50 anos e Grimsgaard-Ofstad, de 48 anos, estava ligado a uma universidade em Trondheim.

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