Estado de emergência vai ser levantado no Chile a partir da meia-noite

Desde o passado dia 18 que o país se encontra em estado de emergência na sequência de uma onda de conflitos histórica, que começou como forma de protesto contra o preço dos bilhetes de metro na capital.

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, assinou este domingo os decretos necessários para levantar o estado de emergência imposto na sequência de uma vaga de protestos no país e retirar os militares das ruas.

O estado de emergência será levantado a partir da meia-noite local (03:00 de segunda-feira em Lisboa) "em todas as regiões onde foi instaurado", anunciou no Twitter a presidência chilena.

O Chile enfrenta há pouco mais de uma semana uma vaga de contestação sem precedentes nas últimas décadas.

No sábado, Sebastián Piñera anunciou uma vasta remodelação governamental, um dia após uma manifestação histórica contra as desigualdades sociais que reuniu mais de um milhão de pessoas.

"Pedi a todos os ministros para apresentarem a demissão para poder formar um novo governo e poder responder às vossas exigências", declarou o Chefe de Estado numa mensagem ao país.

Na ocasião, Piñera disse também que tencionava levantar o estado de emergência no domingo se as circunstâncias o permitissem, tentando contribuir "para uma normalização que tantos chilenos querem e merecem".

O estado de emergência tinha sido decretado no passado dia 18 na área de Santiago, sendo depois alargado a outras regiões do país face à violência que surgiu após uma revolta contra o aumento do preço dos bilhetes de metro da capital.

Milhares de militares foram destacados para as ruas, o que aconteceu pela primeira vez desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Os protestos já fizeram pelo menos 20 mortos, um balanço revisto em alta no sábado à noite quando foi encontrado um corpo num supermercado incendiado dias antes. Há ainda mais de mil feridos e cerca de três mil detidos.

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