Donald Trump defende forte cooperação com Canadá para "proteger emprego"

Donald Trump esteve ao lado de Justin Trudeau na Casa Branca e falou da união dos dois países

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu hoje uma forte cooperação com o Canadá para "proteger" os empregos e "manter todos seguros", no início de uma conferência de imprensa conjunto com o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau.

"Somos mais fortes quando estamos unidos", salientou Donald Trump, ao lado de Justin Trudeau, na Casa Branca.

Nas declarações aos jornalistas, Donald Trump também defendeu o comércio "recíproco", bem como a construção de pontes através da fronteira.

"Os Estados Unidos são muito afortunados por terem um vizinho como o Canadá", afirmou o chefe de Estado norte-americano.

Justin Trudeau afirmou, por seu lado, que o Canadá e os Estados Unidos (que juntamente com o México assinaram o Acordo de Livre Comércio da América do Norte) vão "ser sempre parceiros essenciais um para o outro".

"O encontro de hoje serviu para reforçar a importância dessa parceria para os canadianos e norte-americanos", sublinhou o primeiro-ministro canadiano.

Na conferência de imprensa, Donald Trump assegurou que as suas ordens sobre a migração têm como objetivo "evitar muitos males".

O chefe de Estado explicou também que a detenção de imigrantes sem documentos no país visa acabar "capturar criminosos com antecedentes de abusos e problemas" e justificou a ordem de suspensão do programa de acolhimento de refugiados com a necessidade de "não deixar entrar o mal".

Em relação ao assunto, o primeiro-ministro canadiano disse que não dará "lições" ao Presidente dos Estados Unidos sobre acolhimento e segurança, mas que o Canadá vai manter o seu espírito de "abertura para os refugiados".

O Canadá vai "continuar com a sua política de abertura a imigrantes e refugiados, sem comprometer a segurança", disse.

O Governo canadiano tem estado especialmente preocupado desde a vitória eleitoral de Donald Trump por causa das declarações públicas do Presidente norte-americano contra o Tratado de Livre Comércio da América do Norte, celebrado entre os Estados Unidos, Canadá e México, e que entrou em vigor 1994.

No Canadá, tanto os conservadores, como os liberais, consideram que o tratado foi chave para o bem-estar do país ao multiplicar as relações comerciais entre Otava e Washington, tornando-os nos maiores parceiros comerciais do mundo.

Em 2015, as trocas bilaterais de bens e serviços entre Estados Unidos e Canadá foi de 670.000 milhões de dólares.

Naquele ano, o Canadá importou bens e serviços aos Estados Unidos no valor de 338.000 milhões de dólares e exportou 332.000 milhões de dólares.

Mas, apesar dos números das importações e exportações estarem equilibradas, o Canadá depende mais do seu vizinho do que os Estados Unidos dos canadianos.

Segundo o organismo público de estatísticas do Canadá, um em cada sete empregos no país (2,7 milhões de pessoas) depende do comércio com os Estados Unidos.

Nos Estados Unidos são nove milhões o número de postos de trabalho dependentes do comércio com o Canadá ou, seja, um em cada 14 norte-americanos.

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