Dois terços dos militantes do Podemos vota a favor da permanência de Iglesias

Caso da vivenda milionária do líder político que criou grande polémica. 68,4% dos militantes consideram que não há razão para que se demitam

Mais de dois terços dos militantes do Podemos considerou, no plebiscito realizado este sábado, que a liderança deve permanecer no poder, apesar de abalada pelo caso da casa de 600 mil euros comprada por Pablo Iglesias e a companheira, Irene Montero, que é porta-voz parlamentar da formação política espanhola.

Segundo os media espanhóis, 68,42% dos inscritos votaram pela permanência de Iglesias e Montero nos seus cargos, contra os 31,58% que consideraram que deveriam ser demitidos.

Na votação, lançada pelo secretário do partido Pablo Echenique, votaram 190 mil pessoas, mais 33 mil do que na consulta anterior de legitimação da liderança, designada Vistalegre 2, realizada em fevereiro de 2017.

Iglesias, de 39 anos, e Montero, de 29, foram acusados por alguns membros Podemos de trair os princípios do partido - que nasceu do movimento dos indignados e das críticas contra a austeridade e corrupção.

Os dois dirigentes do Podemos, cuja relação se tornou pública no início de 2017 e que confirmaram em março que serão pais de gémeos no outono, vivem numa casa alugada, mas compraram uma vivenda de 600 mil euros nos arredores de Madrid. Tem 250 metros quadrados e está construída num terreno de quase dois mil metros quadrados, que inclui piscina e casa de hóspedes.

Para a comprar, o casal pediu um empréstimo de 540 mil euros a 30 anos, devendo pagar uma prestação mensal a 1600 euros.

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