Dijsselbloem avisa: Portugal e Espanha não devem ter uma resposta defensiva 

"Tudo depende do que os governos português e espanhol vão transmitir à Comissão" diz o presidente do Eurogrupo,

O presidente do Eurogrupo, afirmou hoje, em Bruxelas, esperar que os governos de Portugal e de Espanha não tenham uma "resposta defensiva", mas que digam o que "vão fazer acerca dos problemas" no quadro da violação das metas orçamentais.

À entrada da reunião dos ministros europeus das Finanças (Ecofin) que deverá aprovar as recomendações da Comissão Europeia sobre o aprofundamento do Procedimento ao Défice Excessivo (PDE) dos países ibéricos, Jeroen Dijsselbloem escusou-se a responder se a eventual sanção a aplicar será uma multa zero.

"Vou esperar pela Comissão. Tudo depende do que os governos português e espanhol vão transmitir à Comissão. Vão ter a oportunidade, num prazo de 10 dias, de reagirem à ameaça de sanções. Espero que seja uma reação ofensiva e digam o que vão fazer acerca dos problemas e não uma reação defensiva", afirmou aos jornalistas.

Na segunda-feira, Dijsselbloem tinha informado que os países da zona euro (Eurogrupo) vão votar a favor das recomendações da Comissão Europeia sobre os défices de Portugal e de Espanha, abrindo assim caminho à aplicação de sanções.

No final de uma reunião do Eurogrupo, o holandês disse que se registou um "forte apoio às duas recomendações da Comissão" Europeia os (PDE) a Portugal e Espanha e lembrou que é necessária uma maioria qualificada entre os 18 dos 19 países do euro (o Estado-membro em causa não vota) para inverter ou travar a conclusão recomendada pela Comissão.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG