Deutsche Bank procura ligações entre Trump e Rússia

O banco alemão fez uma investigação interna para ver se Trump tinha recebido garantias russas para alguns empréstimos

O Deutsche Bank analisou a conta privada do presidente dos Estados Unidos para perceber se há alguma ligação suspeita entre Donald Trump e a Rússia. O banco alemão fez uma investigação interna para perceber se os recentes empréstimos que Trump obteve da instituição em circunstâncias incomuns foram assegurados por garantias de Moscovo.

A análise interna surgiu numa altura em que o banco está a ser investigado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sob suspeita de ter ajudado a Rússia num esquema de branqueamento de capitais, avança o The Guardian.

A investigação interna não encontrou nenhuma relação entre o presidente e garantias vindas de Moscovo, mas o Deutsche Bank está a ser pressionado para permitir que um auditor independente reveja todos os dados sobre os negócios de Trump com o banco.

Segundo a Bloomberg, Donald Trump deve cerca de 300 milhões de dólares ao Deutsche Bank e tem quatro hipotecas emitidas por este banco - incluindo de um hotel em Washington, perto da Casa Branca, de um hotel em Chicago e de um resort em Miami.

"Sabemos que o Deutsche Bank é um grande credor do presidente Trump e o banco está neste momento sob escrutínio dos Departamento de Justiça por má conduta", disse Bill Pascrell Jr, congressista democrata e membro do comité fiscal da Câmara dos Representantes norte-americana. "É importante para os americanos saber a extensão do envolvimento do banco com o presidente e se há participação da Rússia nos empréstimos ao senhor Trump".

O The Guardian avança ainda que pessoas próximas a Donald Trump também têm contas privadas neste banco, como a filha Ivanka Trump e o marido Jared Kushner, que é agora conselheiro da Casa Branca, e a mãe de Kushner.

Pascrell afirmou que o facto de o Deutsche Bank está a ser investigado por ajudar a Rússia a branquear capitais constitui "um potencial conflito problemático" e pediu que o banco colabore para "eliminar qualquer especulação" em relação ao presidente.

O democrata aconselha ainda o congresso a analisar a declaração de impostos de Trump, algo que ainda não foi feito pois o presidente ainda não apresentou qualquer declaração fiscal.

Fonte do Deutsche Bank disse ao The Guardian que a auditoria interna era um procedimento normal pois Trump tornou-se uma figura pública política recentemente. Segundo os regulamentos do banco, clientes ligados a governos sofrem um maior escrutínio, continuou a fonte.

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