Premium Reportagem de Eça de Queirós para o DN na inauguração do Suez: De Port Said a Suez Parte I

Mais um tesouro do baú do DN: Eça de Queirós, com 24 anos, a publicar em 1870 quatro reportagens no Egito, endereçadas ao amigo Eduardo Coelho, fundador do Diário de Notícias. Esta é a primeira delas.

A gare do caminho-de-ferro do Cairo a Alexandria; A eterna confusão das festas de Suez ; O que é um maquinista nos caminhos-de-ferro egípcios ; O embarque em Alexandria ; Port Said ; A baía em festa ; Iluminações ; Um café cantante em Port Said ; Os pavilhões e os príncipes ; Abd el-Kader ; Mr. Bauer ; Os dois obeliscos de pau da entrada do canal ;Primeiros sustos.

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Pedro Lains

Onde pára a geração Erasmus? 

A opinião em jornais, rádios e televisões está largamente dominada por homens, brancos, nascidos algures no século passado. O mesmo se passa com jornalistas e políticos que fazem a maior parte dos comentários. Este problema está há muito identificado e têm sido feitos alguns esforços para se chegar a uma maior diversificação desta importante função dos órgãos de comunicação social. A diversidade não é receita mágica para nada, mas a verdade é que ela necessariamente enriquece o debate. Quando se discute o rendimento mínimo de inserção, por exemplo, o estatuto, a experiência, o ponto de vista importa não só dentro da dicotomia entre esquerda e direita, mas também consoante as pessoas envolvidas estejam mais ou menos directamente ligadas aos efeitos das políticas em discussão. Esta constatação é demasiadamente banal para precisar de maior reflexão. Acontece que, paradoxalmente ou não, se tem assistido a uma maior diversificação social entre a classe política activa do que propriamente entre aqueles que sobre ela opinam.

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Viriato Soromenho Marques

Na hora dos lobos

Na ação governativa emergem os sinais de arrogância e de expedita interpretação instrumental das leis. Como se ainda vivêssemos no tempo da maioria absoluta de um primeiro-ministro, que o PS apoiou entusiasticamente, e que hoje - acusado do maior e mais danoso escândalo político do último século - tem como único álibi perante a justiça provar que nunca foi capaz de viver sem o esbulho contumaz do pecúlio da família e dos amigos. Seria de esperar que o PS, por mera prudência estratégica, moderasse a sua ação, observando estritamente o normativo legal.