De Madonna a Prémios Nobel. Celebridades pedem ao mundo para não "voltar ao normal"

Estrelas do cinema e da música, com Madonna e Jane Fonda, e vários vencedores de Prémio Nobel assinam um artigo de opinião conjunto em que dizem ser "inconcebível voltar ao normal" e querem agir para evitar a catástrofe ecológica que ameaça destruir o mundo.

De Madonna a Robert de Niro, passando por Pedro Almodóvar, Julianne Moore e vários vencedores do Prémio Nobel, 200 personalidades manifestaram-se, através de um artigo de opinião publicado esta quarta-feira, contra um "regresso ao normal" após a pandemia de coronavírus, pedindo ação para se evitar uma "catástrofe ecológica".

"É inconcebível para nós 'voltar ao normal'", escreve o grupo no artigo publicado no jornal francês "Le Monde", também assinado pelos cineastas mexicanos Alejandro González Iñárritu e Alfonso Cuaron e por atores como Jane Fonda, Jeremy Irons, Cate Blanchett, Penélope Cruz, Juliette Binoche e Ricardo Darín, além do vencedor do Prémio Nobel da Paz Muhammad Yunus.

A "tragédia" da Covid-19 tem, ao mesmo tempo, "a virtude de convidar-nos a enfrentar as questões existenciais" e encarar um "problema sistémico", refletem os signatários do texto intitulado "Por favor, não vamos regressar ao normal".

"A catástrofe ecológica em andamento destaca uma 'meta-crise': a extinção em massa da vida na Terra não é mais uma dúvida, e todos os indicadores anunciam uma ameaça existencial direta. Ao contrário de uma pandemia, por mais grave que seja, é um colapso global".

"O consumismo levou-nos a negar a vida em si mesma: a dos vegetais, animais e a de um grande número de seres humanos. A poluição, a alteração climática e a destruição dos espaços naturais estão a levar o mundo para um ponto de ruptura", continua o texto.

O grupo convoca "solenemente os líderes e os cidadãos a libertarem-se da lógica insustentável que continua a prevalecer e, enfim, trabalharem no sentido de uma refundação profunda dos objetivos, valores e economias".

Uma "transformação radical impõe-se em todos os níveis", diz este grupo de artistas e cientistas. "Para quando são os atos? É uma questão de sobrevivência, tanto quanto de dignidade e coerência", completa o artigo.

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