Corpo de Abu Bakr al-Baghdadi foi sepultado no mar

"Ele não morreu como um herói. Morreu como um cobarde", disse o presidente dos EUA, Donald Trump.

O corpo de Abu Bakr al-Baghdadi foi sepultado no mar, depois da operação militar dos EUA contra o refúgio do chefe do grupo 'jihadista' Estado Islâmico na Síria, confirmou esta segunda-feira à AFP um dirigente do Pentágono.

Este responsável, que falou sob anonimato, não avançou mais detalhes sobre esta sepultura, que recorda a de Osama bin Laden, em 2011, depois da morte do dirigente da Al-Qaeda durante uma operação militar contra o seu esconderijo no Paquistão.

O "tratamento" do corpo tinha sido feito "de forma apropriada", afirmara antes à comunicação social em Washington o chefe do Estado-Maior das forças armadas norte-americanas, general Mark Milley.

O presidente dos Estados Unidos anunciou no domingo a morte de al-Baghdadi, numa operação militar norte-americana no noroeste da Síria.

"Abu Bakr al-Baghdadi está morto", disse Trump numa comunicação ao país a partir da Casa Branca.

Esta segunda-feira, em declarações aos jornalistas, o presidente dos EUA disse que está a pensar divulgar imagens de vídeo que mostram os minutos finais do líder do EI e o sucesso da operação militar que o Presidente acompanhou em direto a partir da Casa Branca.

"Ele não morreu como um herói. Morreu como um cobarde", disse Donald Trump, relatando o momento em que al-Baghdadi se refugiou num túnel sem saída "gemendo, chorando e gritando", na versão do Presidente norte-americano.

Abu Bakr al-Baghdadi era um dos homens mais procurados do planeta e tinha a cabeça a prémio por 25 milhões de dólares (22,5 milhões de euros).

Cão ferido na operação para matar Al-Baghdadi já recuperou e voltou ao serviço

Um cão usado pelos militares norte-americanos que tinha ficado ferido na operação que conduziu à morte do líder do Estado Islâmico já recuperou e está de volta ao serviço ativo.

O general Mark Milley disse à comunicação social que o animal, cujo nome não revelou nem a linhagem, "realizou um serviço tremendo" ao detetar e perseguir Abu Bakr al-Baghdadi num túnel debaixo do complexo onde habitava.

Milley adiantou que o cão tinha ficado "ligeiramente ferido", mas está a recuperar e voltou ao serviço ativo em local que não revelou.

Milley disse ainda que os EUA "estão a proteger a identidade do cão", mantendo toda a informação sobre o cão classificada por enquanto.

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