Coronavírus europeu seis vezes mais potente que o original

Vírus da covid-19 sofreu mutação na Europa e infeta muito mais células do que o que apareceu em Wuhan (China) em dezembro de 2019.

O coronavírus europeu é seis vezes mais potente a infetar do que o original, que apareceu em Wuhan, na China, em dezembro e deu origem a uma pandemia global. Segundo um estudo publicado na revista Cell o vírus da covid-19 sofreu uma mutação na Europa e é capaz de infetar seis vezes mais células e "provavelmente é mais contagiosa em humanos".

"Parece que o vírus se espalha mais e pode ser mais transmissível, mas ainda estamos na etapa de tratar de confirmá-lo. Há muitos bons geneticistas de vírus trabalhando nisso", explicou Anthony Fauci, diretor do Instituto de Enfermidades Infecciosas dos Estados Unidos, suspeitando que foi esta variante, denominada D614G, que se tornou dominante nos EUA.

O estudo da Universidade de Sheffhield (Inglaterra) e Duke (EUA) e pelo Laboratório Nacional Los Alamos (EUA) já em abril tinha identificado que o D614G era dominante. O alvo do estudo foram 999 pacientes ingleses diagnosticados com covid-19 nos hospitais britânicos e foi constatado que tinham mais partículas virais, embora sem aparente relação com a gravidade da doença. Segundo os resultados da pesquisa, a nova variante pode ser "três a seis vezes mais capaz de infetar células humanas".

E mesmo que um estudo in vitro não forneça um real comportamento do vírus, a conclusão é que o que agora circula é mais infeccioso do que o que surgiu na China no final de 2019.

O coronavírus sofreu assim uma mudança no RNA relacionada ao controle das células humanas. As variantes do novo coronavírus são alvo de estudos a nível planetário, mas as perguntas ainda são mais do que as resposta. Cada nova sequência do genoma é partilhado numa base de dados internacional (o GISAID), que já totaliza mais de 30 mil sequências

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