Não serão necessárias novas medidas de confinamento nos Estados Unidos, apesar do ressurgimento do novo coronavírus em alguns estados, afirmou esta sexta-feira, numa entrevista à AFP, o especialista em doenças infeciosas Anthony Fauci.."Penso que não vamos falar de um regresso à contenção", disse o imunologista-chefe da Casa Branca. "Penso que a discussão será sobre a tentativa de controlar melhor as zonas do país que parecem estar a registar um aumento de casos", acrescentou Fauci..Os Estados Unidos são o país com mais mortos. De acordo com os dados mais recentes, foram registados mais 687 mortes devido à covid-19, elevando para mais de 118 mil o número de óbitos desde o início da epidemia..De acordo com os números contabilizados diariamente pela Universidade Johns Hopkins, sediada em Baltimore (leste), até às 20:30 de quinta-feira (01:30 de hoje em Lisboa), os Estados Unidos identificaram cerca de 2,2 milhões de infeções..Nos últimos oito dias, as autoridades norte-americanas contaram menos de mil óbitos diários no país, que continua a ser o mais atingido em todo o mundo pela doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), com cerca de 20 mil novos casos diagnosticados todos os dias..Cerca de duas dezenas de estados norte-americanos registaram um aumento de casos de covid-19, com a epidemia a deslocar-se de Nova Iorque e do nordeste do país para o sul e o oeste..Apesar deste aumento, o imunologista-chefe da Casa Branca considerou não serem necessárias novas medidas de confinamento nos Estados Unidos..Fauci não avançou qualquer previsão sobre a reabertura das fronteiras norte-americanas com a Europa, garantindo que a situação era avaliada quase diariamente pela administração do Presidente Donald Trump..A pandemia de covid-19 já provocou mais de 450 mil mortos e infetou mais de 8,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP..A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China..Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.