À beira da rutura de combustível, Valls admite alterar lei do trabalho

Primeiro-ministro francês recusa no entanto retirar a proposta de lei que prevê, entre outros, a flexibilização dos despedimentos.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, recusou hoje retirar a reforma laboral apesar dos protestos dos trabalhadores, contudo admite a possibilidade de introduzir alterações pontuais mas sem modificar a filosofia geral do texto.

Numa entrevista televisiva, citada pelas agências de notícias internacionais, Valls considerou irresponsável a ação da Confederação Geral do Trabalho, que lidera o movimento contra o projeto de lei.

O primeiro-ministro assegurou ainda que vai continuar a ser desbloqueado o acesso às instalações petrolíferas e industriais que tinham sido encerrados por piquetes de greve.

Questionado sobre os recursos que estaria disponível a usar para obrigar os grevistas a voltar ao trabalho em caso de força maior, o governante disse que "todas as possibilidades estão em cima da mesa".

Valls reconheceu que entre 20 e 30% das gasolineiras do país estão encerradas ou em dificuldades, vincando que "são os franceses que sofrem com a situação", que, a continuar, "pode pesar na economia" do país.

A três semanas da abertura do Euro 2016 de futebol, o primeiro-ministro adiantou que o projeto de lei para a reforma laboral será aprovado este verão, insistindo no argumento de que a lei "é boa para as empresas (...), boa para os trabalhadores (...) e boa para os sindicatos".

Sublinhou que está fora de questão "mudar de direção", mas admitiu que possam ocorrer algumas modificações".

Uma greve intersectorial contra a reforma laboral está hoje a paralisar centros petrolíferos e também centrais nucleares. Os controladores aéreos encontram-se também em greve.

Trata-se da oitava jornada de mobilização convocada pelos sindicatos desde março com o objetivo de exigir a retirada do projeto de lei, que os sindicalistas acusam de destruir os direitos dos trabalhadores.

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