Coletes amarelos manifestaram-se, na mais fraca participação do movimento

22 300 pessoas manifestaram-se em toda a França no movimento dos coletes amarelos, segundo as autoridades francesas. É o número mais baixo desde o início das manifestações, há cinco meses.

Os coletes amarelos manifestaram-se este sábado pela 21. ª vez e nunca foram tão poucos, segundo o ministério do interior francês, que contabilizou 22 300 a protestar nas ruas em várias cidades de França, com maior adesão em Paris.

Cinco meses depois do nascimento do movimento, que desde 17 de novembro se tem manifestado no país todos os sábados sem interrupção, está a diminuir o número de manifestantes. Este sábado foram detidas 43 pessoas na capital francesa, segundo a polícia, sem que tivessem registado "grandes incidentes", noticia a agência Lusa.

A semana passada, o protesto reuniu 33 700 pessoas, das quais quatro mil em Paris, segundo as entidades oficiais. Número que foi contestado pelo movimento, que reivindicou serem 105 084 manifestantes, repartidos por 225 ações de protesto.

Na sequência dos distúrbios violentos a 16 de março, estão proibidas grandes concentrações nos Campos Elísios, na praça do Arco de Triunfo e num perímetro que vai do Palácio do Eliseu, onde se encontra a presidência da República, até a Assembleia Nacional.

Os protestos, que começaram por ser contra o aumento dos combustíveis, o aumento de impostos e o fim do imposto sobre as grandes fortunas, insistem, agora, na destituição do governo liderado por Macron. Reivindicam que sejam convocadas novas eleições.

Um dos rostos do movimento é o luso descendente Jérôme Rodrigues. Tem 39 anos, nasceu em França e é filho de pai português (Coimbra) e mãe francesa. Perdeu o olho direito depois de incidentes numa manifestação dos coletes amarelos no dia 25 de janeiro, na Praça da Bastilha, em Paris.

Na altura filmava os acontecimentos com o telemóvel e, como habitualmente, andava de colete e de cara destapada. Continua a participar muito ativamente nas manifestações, sublinhando sempre sem um pacifista.

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