Cientistas querem constuir máquina para recongelar o Ártico

A solução passa por construir 10 milhões de bombas eólicas, mas o preço é assustador: 472 mil milhões de euros

Uma equipa de cientistas da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, surpreenderam o mundo com uma solução para salvar o Ártico do degelo.

A ideia apresentada é no mínimo inovadora, pois defendem a construção de 10 milhões de bombas eólicas para extrair água e atirá-la depois para cima da camada de gelo existente, por forma a aumentar a camada de gelo.

Ainda assim, esta é uma solução que aparenta ser complicada, mas também dispendiosa, pois o custo estimado em 472 mil milhões de euros, o que torna esta proposta mais complicada de ser concretizada.

Segundo Steven Desch, professor de astrofísica, a inspiração para esta ideia surgiu após uma conferência sobre as alterações climáticas, em 2012. "Saí de lá a pensar depois de os cientistas do clima terem identificado corretamente os problemas e a urgência em resolvê-los, mas não tinham boas soluções, que basicamente era parar as emissões de CO2 para a atmosfera", revelou.

"Na prática, não haverá gelo no mar no verão de 2030 e nada que seja determinado na cena mundial irá mudar isso a tempo de evitar o problema. Não conseguiremos cortar nas emissões de CO2 a tempo de previr os efeitos", alertou.

Assim sendo, a ideia inovadora de colocar bombas eólicas a flutuar no Mar Ártico por forma a criar mais gelo seria "uma mudança significativa". Isto porque "o gelo marinho apenas cresce dois a três centímetros durante o inverno", pelo que para reverter a perda de gelo ter-se-ia de "cobrir 10% do Ártico, para o qual seriam precisas 10 milhões de máquinas".

"Se conseguíssemos fazer isso, iríamos reverter a tendência de perda de gelo, que podia ser restaurado para aquilo que era há mais de 15 anos", frisou.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG