China vai acabar com mais de dois mil anos de controlo estatal sobre o sal

A indústria do sal constituía importante fonte de receitas para os antigos imperadores

A China vai pôr fim, a partir deste ano, a um monopólio estatal que dura há mais de dois mil anos, ao eliminar o controlo público sobre os preços de produção e distribuição do sal.

Segundo a Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (NDRC), organismo máximo chinês encarregado da planificação económica, a medida permitirá às empresas estabelecer os preços e criar os seus próprios canais de distribuição.

Na China, a indústria do sal tem sido controlada pelo governo desde o século VII antes de Cristo, e constituía importante fonte de receitas para os antigos imperadores.

Após a fundação da República Popular da China, em 1949, o Partido Comunista Chinês (PCC) optou por manter aquele monopólio.

Apenas 300 empresas no país têm licença para produzir sal e distribui-lo através de canais controlados pelo Estado, de acordo com o comunicado difundido pela NDRC.

A falta de competição no mercado terá gerado, no entanto, excesso de oferta: em 2015, mais de 24 milhões de toneladas de sal em bruto foram desperdiças no país, o equivalente a 20% da produção total, destacou o organismo.

Pequim manterá o direito de intervir nos preços em caso de grandes oscilações, enquanto os governos locais colaborarão com as empresas para criar uma reserva capaz de fornecer sal "durante pelo menos um mês", lê-se na mesma nota.

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