Britânico suspeito de atentado do Estado Islâmico no Bangladesh

O homem de 47 anos é professor na universidade onde estudaram dois dos cinco terroristas. Foi acusado também um jovem de 22 anos

Um britânico e um cidadão do Bangladesh foram acusados de envolvimento no ataque a um restaurante em Daca em julho que deixou 22 mortos, entre os quais 18 estrangeiros, informou hoje a polícia do Bangladesh.

Hasnat Karim, um britânico originário do Bangladesh, e Tahmid Khan, cidadão do Bangladesh estudante no Canadá, foram acusados na quarta-feira à noite, disse à agência AFP um porta-voz da polícia, Shahidur Rahman.

A polícia pediu aos magistrados para manter os dois suspeitos em detenção durante dez dias, acrescentou a mesma fonte.

A 1 de julho, pelo menos cinco homens tomaram de assalto o restaurante Holey Artisan Bakery, situado no bairro sofisticado de Gulshan, massacrando 20 reféns, na sua maioria italianos e japoneses, e matando dois polícias.

O ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico.

Os dois homens encontravam-se no interior do restaurante quando ocorreu o ataque, mas nenhum dos dois foi visto em público desde o raide das forças de segurança que pôs fim ao sequestro, na manhã de 2 de julho.

As famílias dos suspeitos afirmaram que os dois foram detidos pelas forças de segurança, mas defendem que nada leva a pensar que eles estejam ligados aos assaltantes.

Os media locais revelam no entanto os comportamentos suspeitos dos dois homens, contando que Khan teria sido visto com uma arma na mão, enquanto Karim teria sido visto com os assaltantes no telhado do edifício.

Hasnat Karim, de 47 anos, é professor na Universidade Norte-Sul, de Daca, um estabelecimento privado onde estudaram dois dos cinco sequestradores.

Mais recentemente, trabalhou na sociedade de engenharia do seu pai na capital.

Tahmid Khan, de 22 anos, estuda na Universidade de Toronto.

A polícia acusou no sábado Tamim Chowdhury, que tem dupla nacionalidade, do Canadá e do Bangladesh, e está em parte incerta, de ser um dos cérebros do ataque.

Chowdhury tinha chegado ao Bangladesh desde o Canadá há três anos, e desde então dirigia e financiava uma campanha de radicalização de jovens muçulmanos, disseram fontes próximas do inquérito em curso, citadas pela AFP.

Com cerca de 30 anos, Chowdhury é suspeito de dirigir uma fação do Jamayetul Mujahideen Bangladesh (JMB), um grupo islamita local proibido e acusado de matar dezenas de estrangeiros ou membros de minorias religiosas.

O Estado Islâmico reivindicou o massacre de Daca e publicou imagens da carnificina antes da entrada da polícia, mas as autoridades do Bangladesh negam a presença de qualquer grupo islamita internacional no país.

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