Bolsonaro sobre a vacina da Pfizer: "Se você virar jacaré, é problema seu"

O chefe de Estado brasileiro manifesta dúvidas sobre a eficácia da vacina da Pfizer/BioNTech, que já começou a ser administrada no Reino Unido e nos EUA.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, questionou os possíveis efeitos secundários das vacinas contra o novo coronavírus, dando como exemplo a da Pfizer/BioNTech, e afirmou que não há garantia de que o fármaco não transformará quem o tomar "num jacaré".

"Lá no contrato da Pfizer, está bem claro: nós (a Pfizer) não nos responsabilizamos por qualquer efeito secundário. Se você virar um jacaré, é problema seu", disse Bolsonaro, que questionou em várias ocasiões as vacinas e a gravidade da pandemia que já fez quase 185 mil mortos no Brasil.

"Se você se transformar em Super-Homem, se crescer barba em alguma mulher aí, ou algum homem começar a falar fino, eles (Pfizer) não têm nada com isso. E, o que é pior, mexem no sistema imunológico das pessoas", continuou Bolsonaro durante um evento realizado naquinta-feira, na Bahia.

De referir que o Reino Unido e os EUA já começaram a administrar esta vacina, que deverá ser aprovada pela Agência Europeia do Medicamento a 21 de dezembro. Depois, a vacinação nos países da União Europeia irá começar no dia 27, como anunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Também a ministra portuguesa da Saúde, Marta Temido, apontou para 27 deste mês o início da campanha da vacinação contra a covid-19.

O presidente brasileiro manifesta, no entanto, dúvidas sobre sua eficácia. "Se a vacina for comprovadamente eficaz lá na frente, a gente não sabe ainda", disse.

"Eu não vou tomar", reiterou o presidente, que testou positivo para o novo coronavírus, depois de se manifestar contra o distanciamento social e e outras medidas de prevenção. "Alguns falam que estou dando péssimo exemplo. O imbecil, o idiota, que está dizendo. Eu já tive o vírus, já tenho anticorpos. Para quê tomar a vacina de novo?", continuou.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou governadores e prefeitos nesta quinta-feira a estabelecerem, de forma obrigatória, a vacinação contra o coronavírus

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