Bolsonaro ouve primeiro "panelaço"

Nas duas maiores cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro, na capital federal Brasília, em Belo Horizonte e no Recife populares foram às janelas bater panelas em protesto contra o presidente. E hoje há mais. A prática era comum nos últimos meses do governo de Dilma Rousseff

A notícia de que o Palácio do Planalto pedira ao Congresso Nacional para declarar estado de "calamidade pública" instantes depois de Jair Bolsonaro ter classificado de "histeria" as reações ao impacto do Coronavírus levou milhares de brasileiros nas principais cidades do país a efetuar um "panelaço" na noite de terça-feira.

"Panelaço" é um protesto comum no país, e noutros pontos da América do Sul, contra os governantes. Durante a fase terminal do governo de Dilma Rousseff, a cada comunicação presidencial ao país ouviam-se sonoros "panelaços". Sob o governo de Bolsonaro foi a primeira vez.

Os cidadãos usaram as janelas para bater panelas e gritar "fora Bolsonaro" em dezenas de bairros de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Brasília, de Belo Horizonte e do Recife, entre outras cidades de menor expressão.

O "panelaço" fora marcado inicialmente para esta quarta-feira, às 20.30 de Brasília (mais três horas do que em Lisboa), dia em que estava marcado um ato nas ruas de protesto contra Bolsonaro e em defesa da educação, das empresas estatais e do serviço público, entretanto cancelado por conta da pandemia de Coronavírus.

Mas parte dos descontentes com a ação presidencial durante a crise antecipou a manifestação.

Declarar estado de "calamidade pública" permite ao governo ultrapassar a meta orçamental estabelecida.

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