Aviões abatidos de lado a lado. Sobe a tensão entre Índia e Paquistão

As autoridades de Islamabad decretaram o encerramento do espaço aéreo comercial paquistanês assim como todos os aeroportos do país devido à escalada militar que se intensificou depois do derrube de dois aviões de combate indianos.

A escalada militar entre a Índia e o Paquistão levou ao encerramento do espaço aéreo comercial paquistanês assim como todos os aeroportos do país. Isto depois de as autoridades militares paquistanesas terem anunciado o derrube de dois aviões de combate indianos que sobrevoavam o espaço aéreo do país e de a Índia ter reivindicado o mesmo.

"A Força Aérea do Paquistão derrubou dois caças indianos dentro do espaço aéreo paquistanês" disse esta quarta-feira o porta-voz do Exército do Paquistão, o general Asif Ghafoor através de uma mensagem no Twitter. Ghafoor já tinha afirmado que os pilotos tinham sido detidos, sendo que um deles, que se encontra ferido, foi transportado para um hospital sob vigilância militar. O mesmo oficial confirmou também que aviões de combate do Paquistão efetuaram bombardeamentos contra território indiano, mas "sem intenção de provocar mortes ou danos colaterais".

Segundo Islamabad, um dos aparelhos caiu na região da Caxemira paquistanesa e o outro na Caxemira indiana. Nova Deli confirmou que um dos seus pilotos está desaparecido e revelou que também abateu um caça paquistanês em espaço aéreo indiano.

Segundo o porta-voz da Aviação Civil paquistanesa (CAA), Mujtaba Baig, os voos nacionais foram cancelados eos aparelhos que fazem ligações internacionais estão a ser desviados. O responsável especificou, no entanto, que os aviões comerciais que estão próximos do país e com combustível limitado vão ser autorizados a aterrar em solo paquistanês. Baig não especificou o número de voos cancelados ou desviados para outros países.

A nova escalada entre as duas nações (que detêm armas nucleares) intensificou-se depois do ataque da Índia contra campos de treino do grupo radical islâmico Jaish-e-Nohammed (JeM) responsável pelo atentado que provocou a morte de 42 polícias na zona indiana de Caxemira no passado dia 14 de fevereiro. De acordo com Nova Deli a operação militar indiana atingiu "um importante número de terroristas do JeM, instrutores, comandantes e combatentes que estavam a ser treinados para levar a cabo novos ataques".

A região de Caxemira é reivindicada pela Índia e pelo Paquistão, desde o fim da colonização britânica e a criação de ambos os países nascidos da partição da Índia britânica, em 1947, e tem uma linha de cessar-fogo altamente militarizada. A Índia tem acusado repetidamente o Paquistão de apoiar o terrorismo nas zonas de fronteira e de permitir a presença de grupos terroristas que atuam contra a população indiana, nomeadamente em Caxemira.

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