Autoridades de Nova Iorque cancelam casamento com 10 mil pessoas

Judeus ortodoxos planeavam boda para segunda-feira, mas foram denunciados e viram as autoridades cancelar o evento. Cidade enfrenta nova onde de infeções na periferia.

Numa altura em que as reuniões familiares em Nova Iorque estão limitadas a 50 pessoas e os eventos religiosos limitados a 33% da capacidade do espaço onde ocorrem, as autoridades cancelaram um casamento que podia reunir mais de 10 mil pessoas em Brooklyn. Segundo a imprensa local, tratava-se de uma boda muito importante na comunidade de judeus ortodoxos.

O condado de Rockland notificou as autoridades sobre o casamento previsto para a próxima segunda-feira em Williamsburg, Brooklyn. "Fomos informados de que estava a acontecer. Fizemos uma investigação e descobrimos que possivelmente era verdade. Havia um grande casamento planeado que violaria as regras de reuniões", revelou o governador Andrew Cuomo.

O mundo passou os 39 milhões de infetados por covid-19 e os EUA continuam a ser o país com mais caso (8 069 856) e mais mortes (218 812), mas ainda há quem pense que as regras não se aplicam a eles.

Nova Iorque foi o primeiro epicentro da pandemia em território norte-americano e contabiliza já cerca de 24 mil mortes. Nas últimas semanas o número de positivos aumentou em alguns bairros da cidade e nos subúrbios, especialmente em áreas onde residem populações de judeus ortodoxos.

Situação que levou o governador de Nova Iorque a fechar escolas e o comércio não essencial e limitou a ocupação dos templos religiosos nesses bairros a 10 pessoas. Medidas que já dão bons resultados, segundo Cuomo, admitindo reabrir os cinemas no dia 23 de outubro, com capacidade de 25%, ou no máximo 50 pessoas por sala.

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