Autor do massacre de Orlando frequentava a discoteca que atacou

Testemunhas viram atirador pelo menos uma dúzia de vezes dentro da discoteca

O autor do tiroteio numa discoteca 'gay' na cidade norte-americana de Orlando, na Florida, frequentou o local várias vezes, segundo testemunhas citadas na segunda-feira pela imprensa norte-americana.

O ataque perpetrado pelo norte-americano de origem afegã Omar Mateen na madrugada de sábado para domingo causou 49 mortos e 53 feridos.

"Por vezes ele ficava num canto e bebia sozinho, noutras ficava totalmente descontrolado e era agressivo", disse Ty Smith ao jornal Orlando Sentinel, sobre Omar Mateen.

Esta testemunha disse que viu o atirador de 29 anos pelo menos uma dúzia de vezes no interior da discoteca 'gay'.

"Nós nunca falámos realmente com ele, mas lembro-me de ele dizer coisas sobre o seu pai", precisou Ty Smith.

"Ele disse-nos que tinha uma mulher e um filho", acrescentou.

Outro cliente da discoteca disse ao Los Angeles Times que Omar Mateen lhe tinha enviado uma mensagem através de uma aplicação de 'chat' destinada aos 'gays'.

Omar Mateen foi seguido pelo FBI, que o interrogou várias vezes, em 2013 e 2014, por "eventuais ligações terroristas". Mas estes interrogatórios não tiveram seguimento.

O chefe do FBI, James Comey, disse na segunda-feira que o seu departamento está "altamente convencido" de que Mateen foi "radicalizado" enquanto consumiu propaganda online. Segundo Comey, Mateen declarou lealdade ao líder do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi numa série de conversas telefónicas com os negociadores da polícia durante as horas que demorou o ataque.

No entanto, os investigadores não têm provas ou indícios de que tenha agido sob ordens e orientações de terceiros ou do estrangeiro ou de que fizesse parte de uma rede organizada.

A ex-mulher, que revelou um passado marcado por violência conjugal, afirmou que nunca o ouviu falar de terrorismo, escreve a agência AFP.

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