Austrália vai expandir porto de carvão junto a Grande Barreira de Coral

O governo da Austrália ignorou os receios ambientalistas de que a expansão pudesse causar dano aos recifes de coral

O governo da Austrália aprovou hoje uma expansão portuária controversa para apoiar projetos de mineração e dragagem até 1,1 milhões de metros cúbicos de sedimentos, apesar dos receios dos ambientalistas de ameaças à Grande Barreira de Corais.

O ministro do Ambiente, Greg Hunt, aprovou a medida, que permitirá dragar perto da zona protegida, ainda que com um limite à extração de 1,1 milhões de metros cúbicos de sedimentos, segundo a agência australiana AAP.

A decisão, que cria um porto capaz de lidar com 120 milhões de toneladas de carvão por ano, surge depois de, em outubro, o governo ter aprovado o projeto para a construção da maior mina de carvão do país e uma das maiores do mundo, que havia sido bloqueado pelos tribunais, e que ameaça, segundo ambientalistas, a Grande Barreira de Coral.

A empresa indiana Adani é que vai concretizar a multimilionária empreitada de construção da mina Carmichael e as suas vias ferroviárias de 189 quilómetros, numa zona remota do estado australiano de Queensland, no nordeste do país.

Grupos ecologistas mobilizaram-se contra esta instalação, considerada estratégica pelo governo estatal de Queensland.

Em março de 2012, a coordenadora da uma missão da UNESCO na Austrália, Fanny Douvere, advertiu de que o aumento da atividade mineira punha em perigo a Grande Barreira de Coral, declarada Património da Humanidade em 1981.

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