Aumento histórico no orçamento da defesa. Ambiente e outros departamentos perdem milhões

Todos os departamentos, tirando os que são relativos à segurança, verão os seus orçamentos serem diminuídos

Donald Trump quer aumentar em cerca de 9% as despesas militares, para 54 mil milhões de dólares (mais de 50 mil milhões de euros), e diminuir a ajuda externa, indicou esta segunda-feira uma fonte oficial da Casa Branca. O aumento é "histórico", de acordo com o líder norte-americano.

Estas medidas constam na proposta de orçamento para o ano fiscal de 2018 da administração de Donald Trump, que assumiu funções em meados de janeiro.

A mesma fonte indicou que todos os Departamentos (o equivalente aos Ministérios), exceto aqueles que estão relacionados com a área da segurança, irão sofrer uma redução nos respetivos orçamentos, e informou que está prevista uma "redução significativa" da ajuda internacional.

De acordo com fontes próximas da Casa Branca, citadas pelo The Independent, o Departamento de Estado e a Agência de Proteção Ambiental serão dos departamentos cujos orçamentos serão mais reduzidos em comparação com anos anteriores. O ambiente será mesmo a área mais prejudicada com os novos cortes, asseguram as mesmas fontes.

"Este orçamento é a expressão da minha promessa de manter os americanos seguros. Inclui um aumento histórico nos gastos com a defesa", disse Donald Trump à imprensa.

Na passada sexta-feira, Trump havia dito numa conferência de Conservadores, no Maryland, que "ninguém ia meter-se com os EUA. Ninguém."

"Será um dos maiores crescimentos militares na história dos EUA", acrescentou.

Referindo-se a um orçamento de "segurança nacional", o chefe de Estado americano disse, durante um encontro com governadores estaduais na Casa Branca, que iria respeitar a sua "promessa de proteger os americanos".

O orçamento "vai incluir um aumento histórico nos gastos da Defesa" para "reconstruir" o exército, reforçou Trump, que deu durante a sua campanha eleitoral grande foco a matérias relacionadas com a segurança nacional e a luta contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI).

"Vão saber mais amanhã [terça-feira] à noite", acrescentou o governante, referindo-se ao discurso que irá fazer diante do Congresso norte-americano.

"Será um acontecimento importante, uma mensagem para o mundo nestes tempos perigosos, sobre a força e a determinação da América", disse ainda.

No início de fevereiro, e diante do Congresso, os chefes militares americanos descreveram um exército enfraquecido durante vários anos por verbas orçamentais inadequadas e por mais de duas décadas de conflitos.

Os argumentos dos chefes militares convenceram Trump, mas será o Congresso, onde a proposta chegará em março, que terá o poder, em última análise, de libertar as verbas dos cofres americanos.

Aproveitando a retirada das tropas norte-americanas de cenários como o Iraque e o Afeganistão, o anterior Presidente, o democrata Barack Obama, reduziu as despesas militares.

Representando 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB), perto de 600 mil milhões de dólares (cerca de 565 mil milhões de euros), as despesas militares norte-americanas são as maiores a nível mundial.

Notícia atualizada às 17:25

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