Aumenta tensão na fronteira após deserção de soldado do norte

Coreia do Norte substituiu todos os guardas fronteiriços na Zona de Segurança Conjunta após deserção de um militar de 24 anos

A Coreia do Norte reforçou a segurança na fronteira com o sul após a deserção de um dos soldados de Pyongyang e numa altura em que o ministro da Defesa de Seul visita a zona de divisão da península coreana.

O ministro Song Young-moo inspecionou o ponto da Zona de Segurança Conjunta utilizado pelo militar norte-coreano para desertar apesar dos disparos dos próprios camaradas que tentavam impedir a fuga.

Na altura, um dos soldados de fronteira da Coreia do Norte cruzou, por breves momentos, a linha de demarcação militar disparando contra o desertor o que pressupõe uma violação do cessar fogo de 1953.

A deserção do militar de 24 anos, de apelido Oh, incrementou a tensão na Zona de Segurança Conjunta com Pyongyang a reforçar a segurança para evitar novas fugas.

Em virtude da deserção todos os guardas fronteiriços da Coreia do Norte, na Zona de Segurança Conjunta, foram substituídos.

Entretanto, o desertor norte-coreano que foi atingido por cinco tiros encontra-se em fase de recuperação num hospital da Coreia do Sul.

Durante o fim de semana foram publicadas em Seul várias imagens registadas por diplomatas que mostram um grupo de jardineiros do norte, fortemente escoltados, a plantar duas árvores que, aparentemente, podem vir a servir de obstáculos a fugas e a impedir a visão da Linha de Demarcação Militar que divide a Zona de Segurança Conjunta.

Resta saber se, no futuro, as duas árvores vão dificultar o campo de visão do Comando das Nações Unidas, liderado por tropas sul coreanas e norte-americanas.

Na última vez que uma árvore foi motivo de crise na zona dois soldados dos Estados Unidos foram mortos pelas forças de Pyongyang, em agosto de 1976.

Os dois soldados norte-americanos foram assassinados - depois de terem sido espancados - pelos guardas do norte que impediram que os militares dos Estados Unidos inspecionassem a árvore que tinha sido plantada por Kim Il Sung, fundador da Coreia do Norte.

Na altura, Washington esteve perto de desencadear um ataque militar que acabou por ser suspenso após reiterados pedidos de Seul.

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