Ativistas pelo clima bloqueiam a sede da BBC em Londres

No protesto, promovido pelo grupo Extinction Rebellion, os ativistas exigem que a estação estatal britânica conte a verdade sobre os efeitos das alterações climáticas

A rebelião (pacífica) chegou à BBC. Em mais uma manifestação pelo clima, promovida pelo grupo Extinction Rebellion, um grupo de ativistas bloqueou esta sexta-feira a sede da estação de TV britânica.

De cartazes na mão, a agitar bandeiras, a cantar e a dançar, os manifestantes pedem aos responsáveis pela BBC para que tratem as mudanças climáticas com a mesma gravidade que a Segunda Guerra Mundial e que contem a verdade ao público.

O grupo de ativistas reuniu-se do lado de fora do prédio principal da estação pública num protesto em que pedem mais cobertura mediática para o problema do aquecimento global.

"Estamos aqui para exigir que a BBC responda à emergência da maneira que respondeu à Segunda Guerra Mundial", disse à Reuters o porta-voz do grupo Extinction Rebellion, Donnachadh McCarthy.

O responsável afirmou ainda que o protesto na estação pública surge porque "a BBC se recusou a declarar uma emergência climática" e continua "a normalizar estilos de vida com alto teor de carbono com programas como o 'Top Gear' que promovem" a mobilidade através de carros e aviões.

Um porta-voz da BBC preferiu não comentar as críticas feitas à cobertura do canal ao tema das alterações climáticas.

Alguns ativistas sentaram-se do lado de fora dos escritórios da BBC e colaram as mãos nas portas depois de dias de ações semelhantes na cidade.

Esta é a primeira de duas semanas de desobediência civil pacífica, promovidas pelo movimento Rebellion Extinction. Um protesto que pede medidas urgentes para fazer face às alterações climáticas e que está presente em vários países.

Só em Londres a polícia fez mais de mil detenções. Também em Portugal, a 27 de setembro, ativistas fizeram um bloqueio no cruzamento entre a Avenida Almirante Reis e a Rua de Angola, o que impediu a circulação junto ao Banco de Portugal, em Lisboa.

De acordo com o grupo, a desobediência civil não violenta é uma forma de forçar os governos a reduzir as emissões de carbono e evitar uma crise climática que, segundo defendem, trará fome e colapso social.

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