Alemanha fecha comércios não essenciais e escolas até 10 de janeiro

A chanceler Angela Merkel explicou as novas medidas com o "número elevado de falecimentos" devido à pandemia de covid-19 e o "crescimento exponencial" das infeções.

Todos os estabelecimentos comerciais não essenciais, assim como as escolas e creches, permanecerão fechados na Alemanha a partir da próxima quarta-feira e até 10 de janeiro, anunciou neste domingo a chanceler Angela Merkel, para tentar travar a segunda vaga do novo coronavírus.

A chefe de governo conservadora citou o "número elevado de falecimentos" devido à pandemia de covid-19 e o "crescimento exponencial" das infeções.

"Somos obrigados a agir e agimos agora", disse Merkel.

Com este confinamento parcial, as empresas deverão permitir aos funcionários que trabalhem a partir de casa ou facilitar as férias durante as próximas três semanas e meia "para aplicar em todo o país o princípio 'fique em casa'".

As medidas foram adotadas por Merkel após uma reunião neste domingo com os 16 líderes regionais dos estados da federação.

A Alemanha optou por medidas mais drásticas por não conseguir travar a segunda onda de contágios.

O número de novas infeções diárias aproximou-se das 30.000 na sexta-feira e no sábado, muito acima da média diária da primeira vaga, que o país conseguiu controlar de modo mais eficiente do que a maioria dos países europeus.

O recorde de mortes em apenas um dia foi batido na quinta-feira, com 598.

"Devemos intensificar urgentemente, e ainda mais, os esforços", declarou na sexta-feira o presidente alemão Frank-Walter Steinmeier, a autoridade moral do país

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