Mohamed Abrini acusado de homicídio e participação em organização terrorista

Cúmplice de Abdeslam detido sexta-feira foi formalmente acusado pela procuradoria belga este sábado

A procuradoria belga acusou formalmente este sábado quatro indivíduos de participação em organização terrorista, acrescentando que ainda não foi esclarecido se Mohamed Abrini - detido sexta-feira em Anderlech e um dos cúmplices de Abdeslam nos atentados de Paris - esteve envolvido no atentado no aeroporto de Bruxelas.

Abrini foi acusado de participação em grupo terrorista e de homicídios terroristas, tal como Osama Krayem. A procuradoria refere que este último estava presente no momento em que aconteceu o atentado no metro de Bruxelas, no dia 22 de março.

Herve B.M., cidadão ruandês, e Bilal E.M. foram igualmente acusados de participação em organização terrorista e de homicídio terrorista.

Os procuradores revelaram ainda que outras duas pessoas, detidas com Mohamed Abrini, foram libertadas depois de serem interrogadas pelas autoridades.

De nacionalidade belga e marroquina, Mohamed Abrini era um dos homens mais procurados da Europa e terá sido o responsável por conduzir Salah Abdeslam na altura dos atentados de Paris: ambos foram apanhados em imagens de videovigilância dois dias antes dos ataques. O ADN de Abrini foi mesmo encontrado no Renault Clio abandonado pelos terroristas após os ataques na capital francesa.

Já este sábado, a procuradoria belga revelou que foram detidos na sexta-feira, ao todo, seis indivíduos, sabendo-se agora que dois foram libertados. Também na manhã de sábado, a polícia belga voltou a fazer uma operação num bairro de Bruxelas, que obrigou à evacuação de um bloco de apartamentos, esvaziado dos residentes. O edifício esteve cercado e dezenas de agentes da polícia federal belga, apoiados por atiradores de elite, estiveram no local, em Etterbeek, assim como a brigada de minas e armadilhas e técnicos forenses.

Várias operações da polícia desenrolaram-se ainda após as detenções de sexta-feira, em Anderlecht, no local da possível residência de Mohamed Abrini, em Laeken na habitação de Hervé B.M. e na casa de Bilal E.M..

Não foram descobertas armas nem explosivos, indicou a procuradoria, Já a busca em Etterbeek, num apartamento que terá servido de esconderijo, resultou igualmente "negativa".

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