"A França não esqueceu. Obrigado", diz Macron aos veteranos do Dia D

Presidente francês distinguiu com a Legião de Honra cinco veteranos norte-americanos nas celebrações dos 75 anos do desembarque das tropas aliadas na Normandia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, distinguiu com a medalha da Legião de Honra, o mais alto galardão do Estado francês, cinco veteranos norte-americanos que desembarcaram com as forças aliadas a 6 de junho de 1944 na Normandia. "Hoje a França não esqueceu aqueles combatentes aos quais devemos a nossa liberdade. Em nome da França, curvo-me frente à sua bravura. Curvo-me diante dos nossos veteranos e digo obrigado ", afirmou.

Macron participa nas cerimónias de comemoração do 75.º aniversário do Dia D no cemitério franco-americano de Colleville-sur-Mer, na Normandia. Ao seu lado está o presidente dos EUA, Donald Trump: "Hoje, lembramos aqueles que caíram e honramos todos os que lutaram aqui na Normandia. Eles conquistaram de novo este território para a civilização".

Apelidando os veteranos da II Guerra Mundial que participam nas comemorações como "alguns dos maiores americanos que alguma viveram" e o "orgulho da nação", Trump agradeceu-lhes o seu serviço "do fundo do coração". E reiterou que a "dívida é eterna".

No seu discurso, Trump agradeceu pessoalmente a vários dos veteranos presentes, como Ray Lambert, que só tinha 23 anos na altura mas já tinha três medalhas Purple Heart pelos combates no Norte de África. Seguia com o irmão no USS Enricho, mas ambos embarcaram em dois navios anfíbios diferentes para o desembarque na Normandia. Dos 31 homens no navio de Ray, só ele e outros seis chegaram à praia. Ray salvou vários soldados na praia, mas acabaria também atingido. Acordou no dia seguinte numa cama de campanha e ao lado estava o irmão. Ambos sobreviveram.

"Aos 98 anos, Ray está aqui connosco com a sua quarta medalha Purple Heart e a sua terceira Silver Star de Omaha [nome de código da praia]. Ray, o mundo livre saúda-te!", disse Trump.

Antes, o presidente norte-americano tinha também louvado "os cidadãos das nações livres e independentes unidos pelo seu dever para os seus compatriotas e com os milhões que ainda não tinham nascido" que participaram no Dia D. "Havia britânicos, cuja nobreza e força moral lhes permitiu passar pelo pior de Dunkirk e do Blitz de Londres, referiu. "Havia canadianos, cujo robusto sentido de honra e lealdade os compeliram a pegar em armas ao lado dos britânicos desde o início. Havia os guerreiros polacos, os duros noruegueses, os intrépidos australianos", acrescentou, falando ainda dos "galantes comandos franceses que em breve seriam recebidos por milhares de bravos compatriotas prontos para escrever um novo capítulo na longa história do valor francês".

No final do discurso, Trump reiterou o papel dos norte-americanos. "Nós sabemos como eles eram corajosos. Vieram aqui e salvaram a liberdade. E depois foram para casa e mostraram-nos a todos o que é a liberdade", afirmou. "Aqueles que lutaram aqui conquistaram um futuro para a nossa nação. Ganharam a sobrevivência da nossa civilização. E mostraram-nos a forma de amar, acalentar e defender a nossa forma de vida por muitos séculos", concluiu.

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