23 detidos e polícia de choque numa mobilização dos "coletes amarelos" em Paris

"Há um problema de serenidade nesta avenida, que é a montra do nosso país", afirmou, este sábado, o responsável pela câmara de Paris.

Ainda os protestos dos "coletes amarelos", agendados para este sábado, em Paris não tinham começado e a polícia francesa já tinha detido 23 pessoas. Através do Twitter, as autoridades têm estado a atualizar hora a hora a manifestação, que já deu origem a confrontos.

A Polícia de Paris escreveu várias vezes ao longo do dia que quer evitar que a nova mobilização dos "coletes amarelos" provoque uma onda de estragos nos Campos Elísios.

"Há um problema de serenidade nesta avenida, que é a montra do nosso país", disse o prefeito da polícia de Paris, Didier Lallemet, em conferência de imprensa, para justificar o motivo da proibição.

Apesar disso, as lojas da popular avenida apareceram esta manhã completamente blindadas perante o medo de que pudesse haver estragos e seguindo as instruções da polícia, que recomendou que fechassem de manhã cedo e instalassem proteções.

A Polícia de Paris rejeitou as duas marchas nos arredores dos Campos Elísios e, em vez disso, permitiu uma entre a Praça da Bolsa e a Porta de Champerret (noroeste) e a outra entre a Praça Wagram e a Praça Saint-Pierre, diante da Igreja do Sagrado Coração.

Paralelamente, um dos líderes dos "coletes amarelos", que pretendem com estas convocatórias a nível nacional voltar à antiga rotina das mobilizações semanais, o luso-francês Jérôme Rodrigues, apelou à "desobediência civil" e a que não fossem mostrados documentos de identidade para retardar os controlos.

Um apelo que Didier Lallemet classificou de "infantil" e estimou que o dispositivo está preparado para poder fazer verificações de identidade.

No evento da convocatória, na rede social Facebook, mais de 2 000 pessoas indicaram que vão participar na concentração, mas a polícia espera mais do dobro de participantes.

Na sua mensagem, Jérôme Rodrigues pediu o regresso às ruas dos "coletes amarelos", movimento que surgiu originalmente no outono de 2018 para denunciar a subida de impostos nos combustíveis, para denunciar as "injustiças sociais e fiscais que não param de crescer".

Ao "importante" e "reativo" contingente policial preparado para controlar os distúrbios, juntam-se os pedidos das autoridades para que os manifestantes respeitem a distância física e usem máscaras, em pleno agravamento da situação sanitária em França, que registou mais de 9.000 casos positivos do novo coronavírus.

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