Florian Huettl, CEO da Opel, está de mãos atadas.
Florian Huettl, CEO da Opel, está de mãos atadas. FOTO: Stellantis Media

Opel assume urgência de cortar custos na Alemanha para continuar competitiva

Pressionada pelo novo plano estratégico da Stellantis, a histórica marca alemã vai reduzir cerca de 40% do pessoal de engenharia e o desviar novos projetos elétricos para fora do país.
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O presidente-executivo da Opel, Florian Huettl, alertou esta quarta-feira, dia 1 de julho, na sede da empresa em Rüsselsheim, que as fábricas alemãs da marca têm de reduzir drasticamente os seus custos de produção para conseguirem manter a competitividade global, face à escalada dos preços da energia e da mão de obra locais, noticiou a Reuters.

Em entrevista concedida à agência de notícias, o líder do fabricante germânico reconheceu que, embora a Alemanha continue a deter uma excelente reputação de engenharia e uma localização geográfica central de excelência no mercado europeu, a atual estrutura de despesas locais é incomportável. Para Huettl, a automatização extrema de processos e a renegociação da cadeia de valor são os únicos caminhos viáveis para segurar as operações industriais no país a médio prazo.

Esta urgência surge numa altura em que o Grupo Stellantis, que detém a Opel, implementou a sua nova estratégia global de financiamento. Sob a nova orientação da casa-mãe, a Opel viu-se classificada como uma marca de foco regional, o que a obriga a encontrar soluções de eficiência internas e autónomas, uma vez que a maior fatia dos novos investimentos do consórcio foi alocada às marcas consideradas prioritárias globais.

Como resposta imediata a esta pressão financeira, a construtora alemã já iniciou uma profunda reorganização da sua estrutura de desenvolvimento técnico. A marca confirmou recentemente a redução de cerca de 40% do seu pessoal de engenharia na Alemanha, o que equivale à supressão de mais de seis centenas de postos de trabalho diretos em Rüsselsheim, à medida que mais funções de desenvolvimento são unificadas nas plataformas globais do grupo.

Além dos cortes de pessoal, a estratégia de sobrevivência da Opel passa também pela transferência de novos projetos para localizações com menores custos de produção. Exemplo disso é o futuro SUV elétrico da marca, cujo lançamento está previsto para o final da década. Embora o design e a afinação do chassis continuem a ser assinados pela equipa alemã, o veículo será produzido na fábrica espanhola de Saragoça, utilizando tecnologia partilhada com parceiros chineses para garantir um preço final altamente competitivo no mercado dos veículos elétricos.

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