O XPENG P7+ foi otimizado por inteligência artificial (IA). Não é apenas retórica e isto porque se a tecnologia foi o game changer da indústria automóvel, assistimos esta terça-feira, 16 de junho, à passagem do horsepower para o brainpower.No P7+ o software com a integração da IA, entrou na parte física e o veículo consegue antecipar potenciais riscos da condução, aprendendo com o ecossistema, algo muito diferente dos veículos da anterior geração apoiados por sensores e radares.O P7+ não é o sucedâneo do P7 com chassis Porsche e que, entretanto, foi descontinuado. Este é um automóvel novo e o sucedâneo do anterior P7 será o P7 Next, ainda sem data da apresentação..Aos jornalistas foi apresentado um grande carro, em termos literais, pois mede 5,71 metros de comprimento, usa jantes de 19 e 20 polegadas, consoante o modelo, e é tão grande que um passageiro com 1,90 m de altura ainda fica com um palmo acima da cabeça nos bancos traseiros. E quando falamos de algo superlativo, olhamos para a bagageira com 573 litros de capacidade, mas quando são rebatidos os bancos traseiros do veículo fica 1931 litros de bagageira, e para quem é menos familiarizado com estas medidas, será preciso dizer que na bagageira cabem 30 malas para viagem de avião.E antes de entrarmos na caracterização do carro, que foi apresentado ao som de música clássica, temos de lembrar que a XPENG é uma marca que pensa sempre no futuro, com desenvolvimentos a nível dos robôs humanoides, do transporte público, com o robotáxi, ou ainda com o carro voador, a ser colocado no mercado no próximo ano.Em termos de tecnologia, o P7+ caminha rapidamente para a condução autónoma com o módulo VLA e que é desenvolvido in house, e tem a capacidade de se adaptar à condução, às condições do ambiente ou às necessidades de equilíbrio no consumo de energia, e para tal usa, preferencialmente, as câmaras HD. Destacamos ainda o novo head-up display, um segundo ecrã na traseira nos modelos Long Range, os 20 altifalantes, dois dos quais dedicados ao condutor, ou a utilização do chip “turing AI” que é capaz de oferecer até 750 TOPS (ter operações por segundo) de capacidade de computação, permite grande rapidez de processamento de dados e evolução contínua através das atualizações over-the-air. Lembremos que esta capacidade em TOPS é o triplo da média do mercado e trabalha com 26 sensores de perceção. Entre as funções possíveis com este veículo temos o estacionamento remoto, enquanto a bateria trabalha com uma plataforma de 800 v, o que permite o carregamento de 10% a 80% da capacidade da bateria em 12 minutos, praticamente o tempo para encher o depósito num veículo a combustão. A bateria suporta 446 kW de corrente contínua. A nível de segurança a XPENG assume ser líder no segmento devido à robustez da estrutura, não necessitando da rigidez da bateria. A nível de performance destaca-se o coeficiente de 0,211 Cd, e a suspensão dinâmica que evita vibrações. No interior o requinte é total, mas podem aprimorar e aí a concorrência alemã leva a melhor. A insonorização é perfeita, a posição de condução não tem nada a apontar e o espaço é grande.O P7+ está disponível em três versões, com o modelo RWD Standard Range, com tração traseira e bateria de 61,7 kWh e uma potência equivalente a 245 cv. A versão RWD Long Range tem o mesmo modelo de bateria da versão de topo, a AWD Performance, e com potências de 313 cv 370 cv, respetivamente. Esta última versão tem dois motores e tração integral e acelera dos 0 aos 100 km/h em 4,3 segundos, e tem uma velocidade limitada eletronicamente aos 200 km/h. A versão RWD Long Range tem uma autonomia de 660 km em ciclo WLTP. Em termos de preços de entrada a versão Standard custa 48.132 euros, a Long Range chega aos 50.9890 euros e a Performance está nos 56.949 euros. A marca espera que as principais vendas ocorram no canal empresarial, o que melhora substancialmente o preço, considerando a dedução do IVA.