Dacia marca golo com o Striker
Dacia

Dacia marca golo com o Striker

O Striker é um SUV do segmento C que oferece uma posição de condução elevada, a versatilidade de uma station e a performance de um sedan.
Publicado a
Atualizado a

A Dacia veio do “fundo do poço” para se tornar uma marca que passou a ser a primeira escolha de muitos consumidores. A imagem de um carro ultrapassado, com equipamento que a marca principal do grupo não queria usar, está definitivamente ultrapassada. Mais. Com o Striker, que complementa o Bigster, a marca do grupo Renault desde 1999, tornou-se a marca de eleição para determinados consumidores, dotada de tecnologia, mas, sobretudo, com um design superlativo.

O melhor exemplo é o mais recente lançamento, o Dacia Striker, um SUV do segmento C, que oferece uma posição de condução elevada, a versatilidade de uma station e a performance de um sedan. Quem diria que um Dacia conseguiria suplantar aquilo que as grandes marcas europeias tentam dar aos seus clientes. E sem esquecer que o preço de entrada fica nos 25 mil euros, um valor competitivo neste segmento. Não é por acaso que o grupo quer a Dacia a passar o peso de vendas no segmento C dos atuais 20% para 33% até 2035.

Vamos analisar este SUV em termos de design e motorização. Desempenho e aerodinâmica são dois fatores críticos para os engenheiros da marca e, por isso, o design tem linhas horizontais e contornos verticais, de forma a ir buscar as melhores características dos vários modelos automóveis. Striker é, por definição, a arte de marcar um golo ou atingir um alvo e o veículo consegue atrair pela beleza exterior, pois tem linhas que estão longe do desenho pesado e onde primava a robustez sobre quaisquer outras exigências dos consumidores.

Como crossover, mantém a visão da aventura, da família e das “escapadinhas”, o que significa que é um veículo equilibrado para uso tanto em longas viagens, como na deslocação em cidade no dia a dia. Exteriormente tem um para-brisas inclinado e uma linha de tejadilho alongado e a janela traseira inclinada, o que significa que tem todos os ingredientes de um design contemporâneo e elegante. Esta é a primeira viatura com a nova assinatura luminosa LED, em forma de “T” e que está posicionada nos quatro cantos da viatura. As jantes escolhidas foram as de 17 polegadas, mas existem jantes de 18 e 19 polegadas por opção.

A marca refere que embora a distância ao solo seja similar à de um SUV do segmento C, na realidade a altura total é de 1,53 metros, o que compara com 1,60 metros dos SUV do segmento C, significa que o desempenho dinâmico está próximo de uma berlina.

No interior, o destaque está na disposição horizontal de todas as funcionalidades. Pode dizer-se que não é nenhuma novidade na indústria automóvel, e não é. Mas, o mais interessante é que a Dacia consegue manter os modelos de design testados e que são do agrado do grande público, destacando-se as funcionalidades da interface e do ecrã.

O equipamento Media Nav Livre inclui a informação conectada com informações de trânsito em tempo real e atualização de mapas -- prometida durante oito anos --, a par de um sistema de som robusto, o Arkamys 3D com seis altifalantes.

O interior tem algumas particularidades úteis para aventureiros e condução off-road, caso de uma calha para cabos que vai do porta-luvas, em frente ao passageiro, até à consola central, ou ainda um raspador de gelo que está integrado no tabliê e que não se vê com a porta fechada.

Na condução, o destaque está para uma nova funcionalidade, o Autohold que mantém o carro parado, sem necessidade de intervenção do condutor, ou ainda os faróis de nevoeiro que incluem uma luz de curva, algo que nos faz lembrar os icónicos DS dos anos 70.

O pacote de ajudas à condução é vasto e inclui a travagem de emergência na marcha-atrás e a travagem automática de emergência nos cruzamentos.

Na aerodinâmica o Striker ganha a algumas carrinhas do segmento C com um coeficiente de resistência de 0,29, e em termos de motorização há vários sistemas de propulsão eletrificados. Temos o sistema mild hybrid-G 140 que combina a tecnologia biocombustível GPL com a híbrida. O sistema mild hybrid apoia o motor de 1,2 litros, turbo de três cilindros, que funciona tanto a gasolina como a GPL, durante as fases de arranque e aceleração.

Depois temos o Striker Hybrid 155, que é composto por um motor a gasolina de 1.8 litros, com quatro cilindros e 109 cv de potência, e também motores elétricos, e uma bateira de 1,4 kWh.

Inclui ainda uma caixa de velocidades elétrica automática com quatro velocidades para o motor de combustão interna e outras duas para a função elétrica. Este modelo arranca sempre no modo elétrico e tem grande capacidade para, em cidade, circular predominantemente em modo elétrico.

Outra solução é o Striker Hybrid 150 4x4, ou seja, com tração total, o que permite um elevado binário nas rodas traseiras, a baixas velocidades, e é o ideal para os trajetos em todo-o-terreno. Ainda a realçar que esta solução de motorização dispõe de cinco modos de condução.

Diário de Notícias
www.dn.pt