Minissérie Marte faz antevisão da ida do homem ao Planeta Vermelho

Formato, que se estreia no próximo domingo no National Geographic, vai ficcionar a primeira missão humana em Marte no ano de 2033 e reunir relatos reais de elementos da comunidade científica. Já há um pré-acordo com a RTP

Há muito que o planeta Terra se tornou pequeno para quem ambiciona conhecer e explorar o universo. Depois de, em 1969, o homem ter pisado a superfície da Lua, agora as atenções estão viradas para o planeta vizinho. 54 milhões de quilómetros separam o sonho de o homem chegar a Marte, o que pode acontecer já na década de 2030, conforme o desejo manifestado pelo presidente dos EUA, Barack Obama. É este o fio condutor da minissérie Marte, que se estreia no National Geographic no próximo domingo, dia 13, às 22.30.

"Não queremos ir a Marte porque é fácil. Queremos ir porque sabemos que é difícil", frisou Emmet Fletcher, da Agência Espacial Europeia (ESA), durante a apresentação do formato que se realizou na residência do embaixador dos EUA, Robert Sherman, em Lisboa. "Ao longo das últimas décadas, o nosso conhecimento sobre Marte aumentou de forma considerável. Quanto mais conhecemos o Planeta Vermelho, mais percebemos que ainda temos muito por conhecer".

Marte, que combina ficção e documentário, vai apresentar aos espectadores dois mundos paralelos: "Um ficcional, no ano de 2033, em que seis astronautas de diferentes nacionalidades vão fazer parte da primeira missão humana a Marte, e outro, no presente, em que teremos o testemunho de cientistas e outras personalidades da exploração espacial, que vão revelar-nos o que está a ser feito hoje para o homem conseguir chegar a Marte nessa altura", referiu Vera Pinto Pereira, senior vice president da National Geographic Partners Iberia.

Quem também marcou presença no evento foi o diretor de programas da RTP, Daniel Deusdado, que está interessado no formato. "Temos um pré-acordo com a National Geographic para exibir Marte, o que acontecerá sempre depois de uma janela temporal de seis meses".

Tentar criar uma colónia sustentável em Marte é o objetivo dos astronautas que protagonizam esta minissérie de seis episódios, tarefa essa que não se avizinha fácil. Este é, aliás, o objetivo de Elon Musk, dono da empresa espacial Space X: Construir uma nova civilização antes que alguma calamidade elimine os seres humanos da Terra. E já referiu por diversas vezes o seu desejo de "morrer em Marte". Já a NASA (Agência Espacial Norte-Americana) reconhece que fazer pousar uma nave sobre a superfície de Marte "é um objetivo distante" e não faz quaisquer referências a colónias humanas.

Para o embaixador dos EUA, a chegada do homem a Marte implica a existência de um trabalho cooperativo entre NASA e ESA. "Só em equipa conseguiremos não só estar apenas mais perto das estrelas, mas trazer para a Terra os frutos do seu conhecimento", frisou.

Produzida por Ron Howard (realizador de Apollo 13 ou Uma Mente Brilhante) e Brian Grazer, Marte nasceu de uma parceria entre a 21st Century Fox e a National Geographic Society, que tem como objetivo "derrubar as fronteiras dos tradicionais docudramas para algo nunca antes visto", adiantou Vera Pinto Pereira. "Vivemos numa nova era e por isso a forma de contar histórias do National Geographic também tem de mudar."

Na ótica de Robert Sherman, para quem o espaço é "fascinante" e os astronautas "heróis", para conseguir trilhar o seu caminho até ao planeta vizinho a humanidade necessitará de "motivação e inspiração". "E é isso que esta série vem trazer. Dá-nos a oportunidade de olhar para o futuro e perceber como será a ida do homem até Marte."

Não obstante a curiosidade natural do homem em desbravar mundos novos, o Planeta Vermelho surge também como uma escapatória para a vida fora da Terra, numa altura em que a escassez de água, as mudanças climáticas e a poluição representam ameaças cada vez mais perigosas. Na vida real, esse capítulo ainda é um mistério, mas na minissérie Marte os astronautas vão deparar-se com vários problemas inesperados e situações-limite. Irão sobreviver? A resposta será dada no National Geographic.

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