Jornalista insulta Melania Trump e é denunciado por Emily Ratajkowski

Repórter do New York Times disse em privado, à atriz Emily Ratajkowski, que a primeira-dama era "prostituta". Foi denunciado

Terá começado tudo no passado fim de semana, numa festa onde esteve a atriz Emily Ratajkowski e um jornalista não identificado do The New York Times. Durante uma conversa que não era suposto tornar-se pública, os dois falaram sobre a primeira-dama dos Estados Unidos, e o repórter apressou-se a comentar que Melania Trump era "prostituta".

No dia seguinte, Emily Ratajkowski decidiu denunciar o insulto, servindo-se das redes sociais: no Twitter, escreveu que se tinha sentado ao lado de um jornalista do New York Times que lhe dissera que Melania "era uma prostituta" e referiu que, independentemente da cor política, era crucial denunciar a discriminação, referindo-se ao sucedido como slut shaming, um insulto à conduta sexual das mulheres. "Não quero saber das imagens despida ou da história sexual dela, e ninguém deveria querer saber", acrescentou, criticando os "ataques sexistas" ao género feminino.

O The New York Times, perante as afirmações da atriz, veio entretanto lamentar o comentário do jornalista: em comunicado, a porta-voz do jornal, Eileen Murphy, considerou que o insulto proferido foi "inapropriado" e baseado em rumores que circulam sobre Melania Trump, não deixando de assinalar que a conversa do repórter com a atriz foi privada e não deveria ter sido tornada pública. Murphy referiu ainda que o jornalista em causa não trabalha na secção de política do New York Times nem cobre assuntos relacionados com a Casa Branca.

Outra resposta motivada pelo aviso de Ratajkowski no Twitter foi da própria primeira-dama, Melania Trump, que na mesma rede social escreveu: "Aplausos para todas as mulheres em todo o mundo que denunciam, se levantam e apoiam as outras mulheres". E dirigiu a mensagem à atriz, marcando a conta de Emily Ratajkowski.

Exclusivos

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

"O clima das gerações"

Greta Thunberg chegou nesta semana a Lisboa num dia cheio de luz. À chegada, disse: "In order to change everything, we need everyone." Respondemos-lhe, dizendo que Portugal não tem energia nuclear, que 54% da eletricidade consumida no país é proveniente de fontes renováveis e que somos o primeiro país do mundo a assumir o compromisso de alcançar a neutralidade de carbono em 2050. Sabemos - tal como ela - que isso não chega e que o atraso na ação climática é global. Mas vamos no caminho certo.

Premium

Crónica de Televisão

Cabeças voadoras

Já que perguntam: vários folclores locais do Sudeste Asiático incluem uma figura mitológica que é uma espécie de mistura entre bruxa, vampira e monstro, associada à magia negra e ao canibalismo. Segundo a valiosíssima Encyclopedia of Giants and Humanoids in Myth and Legend, de Theresa Bane, a criatura, conhecida como leák na Indonésia ou penanggalan na Malásia, pode assumir muitas formas - tigre, árvore, motocicleta, rato gigante, pássaro do tamanho de um cavalo -, mas a mais comum é a de uma cabeça separada do corpo, arrastando as tripas na sua esteira, voando pelo ar à procura de presas para se alimentar e rejuvenescer: crianças, adultos vulneráveis, mulheres em trabalho de parto. O sincretismo acidental entre velhos panteísmos, culto dos antepassados e resquícios de religião colonial costuma produzir os melhores folclores (passa-se o mesmo no Haiti). A figura da leák, num processo análogo ao que costuma coordenar os filmes de terror, combina sentimentalismo e pavor, convertendo a ideia de que os vivos precisam dos mortos na ideia de que os mortos precisam dos vivos.

Premium

Fernanda Câncio

O jornalismo como "insinuação" e "teoria da conspiração"

Insinuam, deixam antever, dizem saber mas, ao cabo e ao resto, não dizem o que sabem. (...) As notícias colam títulos com realidades, nomes com casos, numa quase word salad [salada de palavras], pensamentos desorganizados, pontas soltas, em que muito mais do que dizer se sugere, se dá a entender, no fundo, ao cabo e ao resto, que onde há fumo há fogo, que alguma coisa há, que umas realidades e outras estão todas conexas, que é tudo muito grave, que há muito dinheiro envolvido, que é mais do mesmo, que os políticos são corruptos, que os interesses estão todos conexos numa trama invisível e etc., etc., etc."

Premium

João Taborda da Gama

Aceleras

Uma mudança de casa para uma zona rodeada de radares fez que as multas por excesso de velocidade se fossem acumulando, umas atrás das outras, umas em cima das outras; o carro sempre o mesmo, o condutor, presumivelmente eu, dado à morte das sanções estradais. Diz o código, algures, fiquei a saber, que se pode escolher a carta ou o curso. Ou se entrega a carta, quarenta e cinco dias no meu caso, ou se faz um curso sobre velocidade, dois sábados, das nove às cinco, na Prevenção Rodoviária Portuguesa.

Premium

Catarina Carvalho

Querem saber como apoiar os media? Perguntem aos leitores

Não há nenhum negócio que possa funcionar sem que quem o consome lhe dê algum valor. Carros que não andam não são vendidos. Sapatos que deixam entrar água podem enganar os primeiros que os compram mas não terão futuro. Então, o que há de diferente com o jornalismo? Vale a pena perguntar, depois de uma semana em que, em Portugal, o Sindicato dos Jornalistas debateu o financiamento dos media, e, em Espanha, a Associação Internacional dos Editores (Wan-Ifra) debateu o negócio das subscrições eletrónicas.